sábado, 6 de agosto de 2011

Existem erros na Bíblia?

Os cristãos, ao longo dos séculos, têm aceitado a Bíblia Sagrada como a Palavra da verdade. Porém, especialmente desde o Iluminismo no século 17, muitos estudiosos afirmam que a Bíblia contém uma variedade de erros – equívocos doutrinários, erros científicos, contradições, discrepâncias relacionadas a nomes e números, bem como linguagem imprecisa. Antes de analisar essa ideia, precisamos compreender qual é a origem da Bíblia. De acordo com o próprio testemunho das Escrituras, “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm 3:16). Pedro afirmou que “nenhuma mensagem profética veio da vontade humana” (2Pe 1:21, Nova Tradução na Linguagem de Hoje). Essa verdade não se limita ao Antigo Testamento, porque os apóstolos consideravam sua mensagem como possuindo autoridade divina. Paulo, por exemplo, escreveu: “Ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como palavra de Deus” (1Ts 2:13, Nova Versão Internacional).

A Bíblia foi dada por inspiração de Deus, mas os escritores bíblicos não foram meramente a pena ou caneta (instrumento de escrita) de Deus, e sim verdadeiros autores. Em outras palavras, eles escreveram os 66 livros da Bíblia usando seu próprio estilo pessoal, linguagem e forma de pensar – mas tudo sob a direção do Espírito Santo. Todos os livros da Bíblia, portanto, carregam as marcas da autoria humana. Podemos considerar isso como “o rosto humano da Bíblia”.

Alguns livros, tais como Reis, Crônicas e o evangelho de Lucas afirmam claramente que foram escritos por meio de pesquisa histórica (1Rs 22:39, 45; 1Cr 29:29; Lc 1:1-4). Alguns escritores bíblicos chegam a citar autores pagãos (At 17:28) e Judas parece se referir a um livro não inspirado (Jd 14, 15).

Existem vários outros elementos desse “rosto humano” da Bíblia:

Linguagem

Ao lidar com declarações bíblicas, precisamos nos lembrar de que os escritores bíblicos frequentemente utilizam linguagem não técnica, comum, do dia a dia, para descrever o que aconteceu. Por exemplo, eles falam sobre nascer do sol (Nm 2:3; Js 19:12) e pôr do sol (Dt 11:30; Dn 6:14), ou seja, utilizavam a linguagem baseada na observação e não uma linguagem científica precisa. Não podemos ler esses textos e concluir que a Bíblia ensina que o Sol gira em torno da Terra. Mesmo cientistas e outros estudiosos usam essa linguagem popular em seu dia a dia. Portanto, imprecisão técnica não significa erro ou mentira.

Recursos literários

Os escritores bíblicos utilizavam também diferentes recursos literários, tais como poesia, parábolas, metáforas, símbolos, etc. Muitos livros bíblicos, especialmente no Antigo Testamento, são narrativas históricas; outros contêm textos jurídicos, ditos de sabedoria ou profecias apocalípticas. Diferentes tipos de materiais exigem diferentes métodos de interpretação; portanto, distinguir esses recursos literários nas Escrituras ajuda a evitar interpretações equivocadas. Não seria correto entender ao pé da letra uma metáfora e dizer que determinado texto bíblico contém um erro.

Costumes antigos

Muitas passagens bíblicas refletem costumes antigos, e conhecê-los pode ser muito útil para interpretar um texto. Por exemplo, na Antiguidade era comum dar diferentes nomes à mesma pessoa. Assim, Esaú também era conhecido como Edom, e Gideão como Jerubaal.

Outro exemplo é que eram utilizados diferentes métodos para contar o período de governo dos reis. Durante muito tempo, aqueles que não acreditavam na Bíblia calculavam a duração de governo dos reis de Israel e Judá e encontravam várias contradições. Até que, em 1943, o estudioso adventista Edwin Thiele conclui sua tese doutoral na Universidade de Chicago e mostrou que as informações bíblicas estão em perfeita harmonia com os métodos de contagem antigos.[1]

A transmissão dos manuscritos bíblicos

É um fato bastante conhecido que todos os manuscritos originais dos autores bíblicos se perderam. Embora os judeus fossem muito cuidadosos ao copiar os manuscritos bíblicos, ocorreram alguns erros de escrita ao longo do processo de transmissão e cópia dos manuscritos. No entanto, esses erros são tão insignificantes que nenhuma pessoa honesta precisa ficar confusa ou entender a Bíblia de maneira errada. Em realidade, a Bíblia é o documento mais bem transmitido e preservado da Antiguidade. Nenhum livro antigo foi tão bem preservado quanto a Bíblia, em que algumas cópias foram produzidas poucos anos depois que o original foi escrito.[2]

Durante o período em que a Bíblia era copiada a mão, surgiram várias discrepâncias entre os manuscritos. Por isso, alguns manuscritos dizem que Davi tomou 700 cavaleiros de Hadadezer, enquanto outros dizem que foram 1.700 (2Sm 8:4). Já outro texto bíblico afirma que foram 7 mil (1Cr 18:3, 4). A origem desse problema é que esses números têm um som muito parecido em hebraico. Quando um escriba ditava o texto para outro, às vezes surgia essa confusão. É importante observarmos, no entanto, que esses erros nunca estão relacionados à mensagem ou às doutrinas da Bíblia, mas apenas a detalhes periféricos, como números e nomes de pessoas.

Algumas dessas discrepâncias possuem explicações perfeitamente satisfatórias; outras podem ter sua origem nos erros dos copistas. Quase todos os supostos “erros” da Bíblia podem ser explicados pelas razões acima.

A Bíblia é confiável

Na Bíblia existem pequenas discrepâncias do ponto de vista técnico de nossos dias, mas isso não significa que ela não seja confiável sobre a história e os fatos que descreve. Não podemos questionar a historicidade de Gênesis capítulos 1 a 11, as histórias dos patriarcas ou os eventos relatados nos livros proféticos ou nos evangelhos. A fé cristã é histórica no sentido de que ela depende essencialmente daquilo que, de fato, aconteceu (veja 1Co 15:12-22).

Os aspectos históricos da Bíblia, portanto, não podem ser separados de seu conteúdo teológico. Em realidade, “remover o aspecto histórico das Escrituras é remover o que demonstra a fidelidade de Deus”, porque Deus atua na história.[3] Jesus Cristo e os apóstolos aceitavam como verdadeiros os eventos históricos registrados no Antigo Testamento, inclusive os relatos sobre Adão e Noé (Mt 19:4, 5; 24:37; At 24:14; Rm 15:4), porque esses e os demais eventos históricos são parte da história da salvação apresentada na Bíblia.

Conclusão

Existem erros na Bíblia? Se “erro” quer dizer que a Bíblia não utiliza a linguagem moderna, científica ou técnica, então podemos dizer que ela contém erros. Mas isso seria impor sobre a Bíblia um conceito estranho a ela e que é irreal até mesmo para o nosso dia a dia. Mas se “erro” significa que a Bíblia ensina mentiras em sua mensagem ou sobre a história humana, a resposta é: “Não, a Bíblia não contém erros.” A Bíblia é a revelação da verdade e vontade de Deus. Muitos dos assim chamados “problemas” da Bíblia não estão com o texto bíblico, mas com o leitor.

Sem dúvida, encontramos declarações desafiadoras e mesmo discrepâncias em detalhes na Bíblia. Mas nenhuma delas interfere no ensino e confiabilidade histórica das Escrituras. Podemos estar certos de que a Bíblia que temos em nossas mãos é a verdade de Deus e que ela pode nos tornar sábios para a salvação.

(Frank M. Hasel, Ph.D., é professor de Teologia no Seminário de Bogenhofen, Áustria. Fonte: Gerhard Pfandl, ed., Interpreting Scripture: Bible Questions and Answers, Biblical Research Institute Studies, v. 2 [Silver Springs, MD: Biblical Research Institute, 2010], p. 33-41. Traduzido e adaptado por Matheus Cardoso.)

Referências:

[1] Edwin R. Thiele, The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings, 3ª edição (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1983).
[2] Sobre os manuscritos do Novo Testamento, veja Wilson Paroschi, Crítica Textual do Novo Testamento (São Paulo: Vida Nova, 1999).
[3] Noel Weeks, The Sufficiency of Scripture (Edimburgo: Banner of Truth, 1988), p. 50.

FELIZ SÁBADO PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA!

Desfrute desse santo dia visitando uma igreja Adventista!

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http://www.sabado.org/


 
"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou". Êxo. 20:8-11.

Comentário:

É explícito o quarto mandamento. Não devemos fazer nossas próprias obras no sábado. Deus deu ao homem seis dias para o trabalho, mas reservou para Si o sétimo, pronunciando uma bênção sobre os que o santificam. No sexto dia deve-se fazer todos os preparativos necessários para o sábado. ... Todas as compras devem ter sido feitas, e todo o nosso cozinhar terminado, na sexta-feira. Seja tomado o banho, engraxados os sapatos e preparada a roupa. Os doentes precisam de cuidados no sábado; e tudo que seja necessário fazer para seu conforto, é ato de misericórdia, e não violação do mandamento. ... Mas coisa alguma de nosso próprio trabalho deve ser permitido invadir o tempo santo.
O domingo é geralmente tido como dia de festança e busca de prazeres; mas o Senhor deseja que Seu povo dê ao mundo um exemplo mais alto, mais santo. No sábado deve haver uma solene dedicação da família a Deus. O mandamento compreende todos os que estão das nossas portas para dentro. ... Unam-se todos, para honrar a Deus em Seu santo dia. ... Se prosseguirdes rumo ao Céu, o mundo se vos oporá rudemente. ... Autoridades terrestres se interporão. Defrontareis tribulações, espírito ferido, duras acusações, ridículo, perseguições. Os homens requererão que vos conformeis a leis e costumes que vos tornariam desleais a Deus. Aqui é onde o povo de Deus encontra a cruz no caminho que leva à vida. Mas, se o sábado do quarto mandamento é sagrado, se é de fato (como se apresenta na mensagem do terceiro anjo), o sinal entre Deus e Seu povo, temos então de ser cuidadosos para, em cada palavra e cada ato, mostrar que honramos a Deus. Se o que Deus requer é obrigatório, deveis obedecer a todos, ou do contrário, sereis no final, encontrados entre os rebeldes.
A grande força da corrente descendente vencer-vos-á, a menos que estejais unidos a Cristo como a ostra à rocha. Manuscrito 3, 1885.

"Se desviares o teu pé do sábado, de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor digno de honra, e se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras, então, te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da Terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do Senhor o disse." Isa. 58:13 e 14.

Comentário:

O sábado... é tempo que pertence a Deus, não a nós; quando o transgredimos, roubamos a Deus. ... Deus nos deu todos os seis dias para, fazermos o nosso trabalho, e reservou apenas um para Si. Este deve ser-nos um dia de bênçãos - dia em que ponhamos de parte todas as nossas atividades seculares, e centralizemos nossos pensamentos em Deus e no Céu.
Mas, enquanto adoramos a Deus, não devemos considerar isso uma coisa enfadonha. O sábado do Senhor deve tornar-se uma bênção a nós e a nossos filhos. Devem considerar o sábado um dia de deleite, dia que Deus santificou; e assim o considerarão se forem instruídos devidamente. ... Pode-se chamar-lhes a atenção para as flores e para os botões a entreabrir-se, as altaneiras árvores e as lindas espirais das gramíneas, ensinando-se-lhes que Deus tudo fez em seis dias e repousou no sétimo e o santificou. Assim os pais podem gravar as suas lições instrutivas na mente dos filhos, de modo que, ao considerarem estes as coisas da natureza, lembrar-se-ão do grande Criador de todas elas. Seus pensamentos serão elevados para o Deus da natureza, remontando à criação do nosso mundo, quando se pôs o fundamento do sábado e todos os filhos de Deus rejubilaram. ...
Não devemos ensinar aos nossos filhos que não devem estar alegres no sábado, que é errado andar ao ar livre. Oh, não! Cristo conduzia os discípulos para fora, à beira do lago, no dia de sábado, e os ensinava. Seus sermões de sábado nem sempre eram pregados em recintos fechados. ...
Muitos dizem que guardariam o sábado se lhes fosse conveniente. Mas esse dia não vos pertence; é o dia de Deus, e não tendes mais direito de tomá-lo, do que de furtar-me a bolsa. Deus o reservou, santificou-o e abençoou-o; e é vosso dever dedicar esse tempo ao Seu serviço, honrá-lo e chamá-lo deleitoso. Manuscrito 3, 1879.




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Projeções do Fim

Cientistas e teólogos discutem qual será o destino do planeta e do Universo

Desde tempos imemoriais, o ser humano vem debatendo se o início do Universo tem ou não as digitais de um Criador. Para os ateus, a resposta é um óbvio "não"; já para religiosos, em maior número, é um claro "sim".

Agora, os cientistas e teólogos passaram também a discutir se o fim do cosmos terá ou não o toque do dedo de Deus. Igualmente, a resposta varia de acordo com a visão de mundo assumida.


PERSPECTIVA DO CAOS


O interessante é que, nesse tipo de discussão sobre o futuro do Universo, quase todas as perspectivas dos cientistas são negativas e pessimistas. Se depender deles, ninguém escapará da lei da entropia, o movimento espontâneo da ordem para a desordem. Algum dia, o fim será uma triste realidade, em seqüência, para (1) a civilização, (2) o planeta, (3) o nosso sistema solar e (4) o Universo.

No livro The End of the World and the Ends of God (Trinity Press International, 2000), um grupo de autores de primeiro time discute o assunto de várias perspectivas. Um teólogo do Vaticano, William Stoeger, analisa as sombrias previsões dos cosmólogos e revela seu próprio pessimismo: "Se a civilização e a vida na Terra sobreviverem aos impactos ocasionais de grandes asteróides e cometas, certamente não sobreviverão às catastróficas mudanças finais no Sol." Para ele, assim como o Sol tem sido fundamental para a vida na Terra, também será o responsável pelo nosso fim.

Um cenário prevê que, se o Universo for finito ou fechado, ele entrará em colapso fatal quando a sua expansão cessar, devido à força da gravidade. A matéria e a energia seriam comprimidas até alcançar um estado de altíssima densidade igual ao do suposto Big Bang. O Universo implodiria, eliminando tudo, inclusive o espaço-tempo. Esse cenário é chamado de Big Crunch. Alguns cientistas sugerem que o Big Crunch criaria uma espécie de denso vácuo; outros conjecturam que ele produziria um novo Big Bang, reiniciando o processo de expansão do Universo.

Outro cenário prevê que, se a força que leva o Universo a se expandir for maior do que a força da gravidade, então o Universo se tornará cada vez mais frio e escuro, até ficar inabitável. Ou seja, em vez de terminar numa explosão incandescente, o cosmos teria uma morte lenta e agonizante.

A maioria das teorias sobre o fim do Universo depende das teorias sobre o seu início. O problema é que, nesse campo, há muitas teorias rivais, e os cientistas são freqüentemente surpreendidos por novas descobertas. A teoria mais aceita hoje é a do Big Bang. Segundo ela, o Universo estaria se expandindo e se esfriando.

Ao mesmo tempo em que pintam cenários apocalípticos e desoladores para o Universo, os cientistas costumam apresentar algumas notas de esperança.

Alguns lembram que o Universo ainda vai continuar hospitaleiro por 100 bilhões de anos, pelo menos. Ou talvez 100 trilhões. Há também quem aposte na capacidade humana de criar tecnologia, alterar o ambiente e encontrar soluções. Afinal, para o bem e para o mal, o poder humano de interferir no ambiente físico é cada vez maior.

Num artigo intitulado "The End" publicado pela Time, Michael Lemonick elogia a rapidez com que a cosmologia está encontrando respostas para as grandes perguntas sobre a origem e o destino do Universo e conclui com um misto de desilusão e ilusão: "Quando o último capítulo da história cósmica for escrito - num futuro mais distante do que nossa mente possa imaginar - a humanidade, e talvez a biologia, terá desaparecido há muito tempo. Contudo, é concebível que a consciência irá sobreviver, talvez na forma de uma inteligência digital desincorporada. Se isso acontecer, então alguém ainda poderá estar por aí para notar que o Universo, uma vez aceso com a luz de inumeráveis estrelas, se tornou um lugar inimaginavelmente vasto, frio, escuro e profundamente solitário."

VISÃO DA ESPERANÇA

Se os cientistas seculares praticamente só conseguem vislumbrar saídas para o Universo quando adicionam o fator acaso e o elemento humano, já os teólogos e os cientistas religiosos contam com um diferencial decisivo: Deus. Eles crêem que Deus é o Criador e o Mantenedor do cosmos. Ele tem poder para preservar o Universo e dirigi-lo na direção desejável.

Em matéria de futuro do Universo, a Bíblia é por excelência o livro da esperança. Se o livro sagrado dos cristãos fala do fim, enfatiza também o recomeço; se reconhece uma descontinuidade, prevê igualmente uma continuidade. A catástrofe que marca o "fim" é, na verdade, a passagem para um estágio mais significativo.

O apóstolo Pedro diz que "os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados", mas logo acrescenta que os crentes aguardam "novos céus e nova Terra, nos quais habita justiça" (II Pedro 3:10-13).

Em várias passagens, Paulo contrasta os sofrimentos e os gemidos dos seres humanos e da natureza no presente com a glória e a alegria no futuro. O Apocalipse termina em ritmo de celebração e festa porque, quando "o primeiro céu e a primeira Terra" deixarem de existir, surgirá algo infinitamente melhor.

"Nós não estamos em um oceano de tempo sem sentido ou esperando a destruição do mal," escreve William Schweiker no livro mencionado acima. "O testemunho da escatologia bíblica é que nós vivemos dentro do teatro da bondade de Deus e, portanto, somos comissionados e capacitados a respeitar e implementar a integridade da vida." Ele defende que existe uma "cosmologia moral" a qual é tão importante quanto os modelos científicos ou culturais sobre o mundo e o futuro.

Outros autores destacam, no mesmo livro, o caráter paradoxal da vida eterna descrita na Bíblia. Ela é um dom futuro, mas já existe no presente. O conceituado teólogo alemão Jürgen Moltmann enfatiza que nem os mortos estão perdidos no esquecimento, porque Deus é um Deus de justiça e redenção. Ele vai trazê-los de volta à vida para decidir seu destino.

Do ponto de vista bíblico, os seres humanos vão participar do futuro glorioso do planeta Terra e do Universo. Isso acontecerá não na condição de uma inteligência digital cósmica, mas numa dimensão real e física. As pessoas ressuscitadas que herdarão a vida eterna estarão localizadas no espaço e no tempo.

A ressurreição de Cristo é a garantia e a prévia da ressurreição dos outros seres humanos. Ele ressuscitou com um corpo glorificado, mas não perdeu a Sua identidade. Seu corpo é o protótipo do corpo que os salvos terão. A ressurreição de Cristo valida tudo o que a Bíblia diz sobre Ele e abre maravilhosas perspectivas para os que nEle crêem.

É claro que as idéias opostas de cientistas e teólogos não podem estar todas certas. Um grupo está certo e o outro está errado - ou ambos estão errados. Os cristãos, sem vacilar, apostam na Bíblia e na esperança. O futuro é brilhante para aqueles que amam a Deus. ®

Marcos De Benedicto é doutor em Ministério 
Fonte: Sinais dos Tempos, Edição Especial. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Europa a virar à direita

Desde há muito tempo que me habituei a não me preocupar com as mudanças e até convulsões políticas que um pouco por todo o mundo vão surgindo. Agora, cada vez que surge algum motivo de especial atenção, para mim trata-se apenas de constatar o que sucede e tentar perceber como é que tudo isso encaixa ou encaixará no nosso entendimento profético.

Recentemente, foi o que fiz quando começaram os tumultos sociais no norte de África e Médio Oriente. Nessa ocasião, vi alguns comentários preocupados com a hipótese de os grupos fundamentalistas islâmicos assumirem a supremacia e o poder nas nações afetadas, o que poderia colocar em causa a segurança dos países ocidentais.

Ainda que essa fosse uma possibilidade, fiquei, e ainda estou, atento para ver como isso - muito provavelmente - não se concretizará, pois sabemos que à medida que nos aproximamos do fim da História da terra apenas dois poderes se destacarão, e nenhum deles está ligado ao islamismo sob qualquer das suas formas. Ao mesmo tempo, sei que, mais tarde ao mais cedo, de uma forma ou de outra, são os Estados Unidos que assumiram preponderância também nesses locais.

Creio que atualmente podemos estar a ser testemunhas de um outro desenrolar da História potencialmente significativo para aquilo que realmente nos interessa.

Desde há alguns anos, e agora podemos confirmá-lo, a Europa ocidental tem vindo a assistir a uma viragem à direita, politicamente falando. Um após outro, todos os partidos da esquerda política que exerciam poder têm vindo a ser afastados dessa posição - os povos parecem estar cada vez mais a escolher como seus representantes os partidos de direita.

Na Europa ocidental, apenas dois países resistem ainda a este fenómeno: Espanha, com eleições marcadas para novembro e onde se prevê essa mudança; e Grécia, talvez a nação europeia onde a população está mais ansiosa por eleger novos governantes.

Porque é que isto me parece importante (e o futuro, creio que a breve prazo, encarregar-se-á de o confirmar ou desmentir...)? Pela simples e única razão que é nesta ala política que o cristianismo encontra maior acolhimento. E, escuso de lhe relembrar qual é, historicamente e até hoje, a denominação maioritária entre os cristãos, curiosamente sediada na velha Europa e que a Bíblia profetiza que reassumirá o grande poderio que perdeu em 1798...

Daqui vem que poderemos (repare que não estou a defender qualquer tipo de cumprimento profético, apenas a sugerir a possibilidade!) estar perante o início de um processo que conduza a um retorno do poder religioso católico romano aos cenários de governação política.

Poderá ser mesmo assim? Em primeiro lugar, é garantido que isso acontecerá, pois a Bíblia afirma-o; depois, e como já referi noutro comentário, a nós apenas nos falta saber o quando e o como de tudo isso. E aquilo que julgo, no mínimo, como hipótese, é que esta viragem à direita talvez não seja apenas e só um simples pormenor histórico no meio de todo este alcance e cumprimento profético.

Se Deus nos permitir, aqui estaremos para o confirmar.

Entretanto, mantenha-se atento: "portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus" (Efésios 5:15-16).
 
Filipe Reis, colunista do blog Nisto Cremos

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Palestra: Mitos e fatos sobre a Trindade na IASD


Clique aqui para fazer o download gratuito. O artigo correspondente a esta palestra em PowerPoint foi publicado na edição deste mês da Revista Adventista. Aproveite e baixe também a palestra "Os adventistas e a Trindade".

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Descoberto túmulo de Filipe, apóstolo de Jesus

Um túmulo, que se crê ser de São Filipe, um dos 12 apóstolos, foi descoberto na cidade de Hierapolis, na Turquia. Segundo a agência turca Anadolu, o professor italiano Francesco D’Andria, em comando da exploração, disse que arqueólogos encontraram o túmulo da figura bíblica, um dos 12 discípulos de Jesus, enquanto trabalhavam nas ruínas de uma Igreja recém-descoberta. “Há anos que procuramos o túmulo do apóstolo Filipe”, disse o professor à agência. “Finalmente encontramo-lo nas ruínas de uma igreja, que começamos a explorar há um mês.” A estrutura do túmulo e os dizeres escritos nas paredes provam que ele pertence a São Filipe. O professor disse ainda que os arqueólogos trabalhavam havia anos com a esperança de encontrar o túmulo, e que esperam que este tenha um destino privilegiado para exposição.

São Filipe, reconhecido como um dos mártires do cristianismo, deve ter morrido em Hierapolis, segundo cientistas, por volta de 80 d.C. Acredita-se que tenha sido crucificado de cabeça para baixo, ou decapitado. O nome Hierapolis significa “cidade sagrada”.

ACIDENTE DE MOTO

A irmâ Verinha sofreu um acidente nesta manhã de terça-feira.
Uma moto bateu nela.

O acidente aconteceu no Centro de Passira quando a professora Verônica acompanhava um enterro de uma conhecida.

Oremos pela nossa irmã!


14:51h
Graças a Deus Verônica já se encontra em casa.
Ficará em atestado médico por uns 15 dias.