domingo, 28 de agosto de 2011

Estados Unidos querem se aliar ao Vaticano

Os Estados Unidos têm interesse em ser um aliado do Vaticano, de acordo com documentos revelados pelo site WikiLeaks e antecipados nesta quinta-feira pela revista italiana L’Espresso. Segundo os documentos, a secretária de Estado americana Hillary Clinton teria orientado os embaixadores e diplomatas do país a criarem uma página na internet para acompanhar as novidades do governo pontifício. “O Vaticano pode ser uma potência aliada ou um inimigo ocasional. Devemos fazê-lo ver que a nossa política pode ajudá-lo a avançar em muitos princípios”, orientou o Departamento de Estado. Os relatórios, que serão publicados na sexta-feira pela revista, informam que os Estados Unidos consideram o Vaticano um modelo a ser estudado com atenção. “Trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, cinco mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, cinco mil hospitais, braço operativo da Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas”, afirmam os documentos.

O Departamento de Estado americano ainda apontou que a relação do país com o governo pontifício deve ser construída com cuidado. “Tudo depende da relação que possamos construir: devemos trabalhar juntos quando as nossas posições são complementares, assegurando que a nossa linha seja compreendida quando são divergentes”, dizem os textos.

(Veja)

Nota: Há um século (quando isso era inconcebível), Ellen White escreveu: “Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo [de onde vêm, por exemplo, as principais produções espíritas do mundo]; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 588). Será que falta muito para que essa tríplice união seja consolidada? Tarefa de casa: reler atentamente o capítulo 13 do Apocalipse.[MB]

sábado, 27 de agosto de 2011

Novos tempos, maiores exigências


Não há dúvidas de que a tecnologia veio para mudar nossa vida e trazer facilidades. Hoje é possível se comunicar gratuitamente com uma pessoa do outro lado do mundo, vendo o rosto dela numa tela, ao mesmo tempo em que se envia para ela um arquivo de filme (ou outra coisa qualquer) via internet. Os buscadores economizam horas de pesquisa e os blogs e redes sociais ajudaram a democratizar a informação, possibilitando ao receptor o acesso a ferramentas que facilmente o tornam, também, emissor da informação. As infovias poderiam até ser comparadas às estradas romanas do primeiro século, que facilitaram o contato das pessoas e a disseminação de informações no antigo Império Romano. Os modernos, rápidos e fáceis meios de comunicação atuais certamente estão no contexto da nova “plenitude dos tempos”, em que há plenas condições de comunicar as boas-novas da volta de Jesus ao mundo. Se Ele ainda não voltou, não foi por falta de recursos comunicacionais. Mas essa é outra discussão...

Entretanto, com as facilidades vêm também os desafios. É tanta informação disponível, que muita gente não consegue mais administrar essa avalanche. Como selecionar nessa imensa prateleira de conteúdos o que é relevante e desprezar o irrelevante? Como desenvolver essa habilidade de foco e não nos perdermos nas águas virtuais? Chegou o tempo em que os cristãos devem escolher entre o bom e o essencial. Há muita coisa boa na internet, mas se nos dedicarmos a todas elas, não mais nos sobrará tempo para o que é essencial: a comunhão com Deus, o relacionamento com a família e os amigos (afinal, “as coisas mais importantes na vida não são coisas”, como escreveu Anthony J. D’Angelo) e a missão (sim, porque nós, cristãos, não estamos aqui numa colônia de férias, mas no campo de uma batalha; e temos uma obra a concluir).

Além da tentação da perda de tempo com o que é bom, há também o perigo maior da submersão em águas turvas. Quanto mais a informação se torna acessível (ponto positivo), mais o lixo internético se aproxima, também, das pessoas (ponto negativo). Se antigamente (e “antigamente”, hoje, nestes tempos velozes, pode ser vinte anos atrás, apenas) o rapaz, para ter acesso à pornografia, tinha que se expor, fingir que era mais velho e comprar uma revista na banca de jornais, hoje, no recôndito de seu quarto, atrás de um monitor, no anonimato conveniente e à distância de apenas um clique, todo um universo imoral e viciante se lhe abre aos olhos. A armadilha é satanicamente perfeita: a sociedade apresenta moral questionável e carregada de valores invertidos; as pessoas perdem cada vez mais a capacidade de resistir à tentação e se acostumam ao pecado (Rm 12:2); então vem a serpente virtual e esfrega o fruto do pecado no nariz da vítima. É... quem disse que viver nos últimos dias seria coisa fácil?

Li recentemente um artigo interessante: “Forget Dagon, Baal, and Asherah: smartphones are the new idols”. Nele o autor fala da escravidão crescente aos smartphones, iPads, etc., e fala também do mal da distração. Aqui não pude deixar de pensar na invasão das igrejas por esses equipamentos. Tem gente que nem leva mais a Bíblia (de papel) para os cultos e isso tem gerado discussões. Talvez algo parecido tenha ocorrido quando da transição dos pergaminhos para o livro... Mas o fato é que a mudança do papel (que, ao que tudo indica e ao contrário do que alguns vaticinaram, não vai deixar de ser usado tão cedo) para o digital ainda causa certa estranheza, e o pior: o uso desses equipamentos pode acarretar distração justamente onde isso não deveria ocorrer: no local em que se prega a Palavra de Deus e em que buscamos um encontro especial com o Criador.

Para alguns, a Bíblia (em papel) ainda tem toda a simbologia de livro separado, já o celular tem a característica do secular, ferramenta do dia a dia em que se faz de tudo (até ligações telefônicas!). Usar a Bíblia no iPod ou no iPad é muito prático, mas parece ainda não ter se revestido do caráter reverente e profundamente simbólico de abrir e folhear as páginas sagradas. Para os guardadores do sábado, o sétimo dia da semana é aquele em que se usam roupas separadas/especiais, procura-se preparar um prato diferente, enfim, um dia sagrado, libertador da rotina. Não seria também o caso de se ter uma Bíblia “separada”? Caminhar pelas ruas com a Bíblia nas mãos é, também, uma maneira de dizer ao mundo que somos cristãos. Mas quem vai saber que temos a Bíblia em nosso smartphone?

Entenda bem: não estou sugerindo que o uso desses equipamentos na igreja seja pecado ou moralmente condenável. Quero apenas lembrar que a utilização deles deve ser regida pela racionalidade e pela espiritualidade. (Eu não disse que estes tempos modernos trazem maiores exigências? Inclusive de reflexão.)

Mais do que nunca, precisamos pensar nas palavras de Habacuque 2:20: “O Senhor... está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda a terra.” E em Malaquias 1:8 Deus “desabafa”: “Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável?, diz o Senhor dos Exércitos.” Quando nos portamos de maneira irreverente na casa de Deus, não Lhe devotando toda a nossa atenção, não consiste isso num “sacrifício imperfeito”? Paradoxalmente, muita gente, enquanto age assim diante do Criador do Universo, devota total atenção ao “time do coração”, ao seriado favorito ou às conversas com amigos.

Temos que reaprender o que é aquietar-nos para saber que Ele é Deus (Salmo 46:10).

Michelson Borges

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Diferenças

Dias atrás, morreram John Stott e Amy Winehouse. Stott morreu aos 90 anos. Amy morreu aos 27. Stott morreu de complicações decorrentes da idade. Amy morreu de “causas desconhecidas”, mas, ao que tudo indica ocasionada por uma overdose [ou abstinência, como apontou um laudo]. Stott morreu em casa ouvindo “O Messias” de Haendel e cercado por amigos que se revezavam na leitura de textos bíblicos. Amy morreu em casa. Sozinha. Stott escreveu dezenas de livros de conteúdo cristão que se tornaram luzeiros para a fé de milhões de cristãos em todo o mundo. Obras como Crer é também pensar, A cruz de Cristo, Ouça o Espírito, ouça o mundo e diversas outras obras. Ao lado de Billy Graham, fundou o Movimento Internacional de Evangelização Mundial Lausanne. Dedicou sua vida ao treinamento e ao ensino de milhões de líderes nas regiões mais carentes de treinamento teológico do mundo, dentre elas, a América latina. Amy se tornou conhecida por sua melodiosa voz que cantava letras que evocavam tristeza, desespero e solidão. Ela enterrou o próprio coração em uma das suas canções.

Stott sempre será lembrado por sua simplicidade, humildade e dedicação em defesa da causa do Evangelho. Amy sempre será lembrada por suas performances de embriaguez e seus usos de drogas. Por sua aparência cada vez mais frágil diante da luta perdida contra o vício.

Em todo o mundo, apenas os cristãos protestantes lamentaram a morte de Stott. Não foi noticiado por nenhuma grande rede de TV. Nenhum jornal ou revista da chamada “mídia secular” escreveu nem mesmo uma nota sobre a morte dele. Mas sua vida está escrita na memória e no coração de milhões. Em todo o mundo, a morte de Amy foi noticiada exaustivamente. TV, rádio, jornais e revistas dedicaram páginas e páginas, horas e horas de cobertura à morte “prematura” daquela jovem “tão promissora” que seguia o exemplo de tantos outros antes dela.

John Stott foi pranteado com esperança por aqueles que eram seus amigos e compartilhavam sua fé em que a morte é apenas o início de uma abundante e plena vida ao lado de Cristo na eternidade [na ressurreição]. Amy foi pranteada por milhões de fãs e amigos, conhecidos e desconhecidos, e, principalmente, por seu pai e sua mãe, que não cansavam de repetir: “Nos últimos dias, ela estava bem.” Seu pranto era pela perda. E apenas isso. Talvez muitos deles pensem que a morte “é o fim”. Amy [saberá] que não é.

Stott morreu numa casa simples, num acampamento para idosos, propriedade da denominação Anglicana. Amy morreu numa bela mansão em um bairro nobre de Londres.

Stott não deve ter deixado muito de herança material. Mas, sua herança espiritual é inestimável. Amy deixou milhões de dólares, cuja parte o pai reverterá para ajudar no tratamento de pessoas vítimas do álcool e das drogas. Talvez seja uma forma “de dar sentido a tudo isso”.

Stott sempre estava sorrindo. Amy parecia não ter motivos para ser feliz. Parece que, para o mundo, a morte de Stott não fez nenhuma diferença. Mas é notório que, para o mundo, a morte de Amy foi uma perda inestimável.

Stott morreu crendo na suficiência única e exclusiva do sacrifício de Cristo para ofertar graciosamente ao homem a salvação. Amy... não sei no que ela cria. Seus pais eram judeus. Vocês sabem o que significa biblicamente falando. Mas, por sua vida, pode-se afirmar que não havia experimentado uma nova vida em Cristo. NEle há esperança. NEle há alegria. NEle há sentido para quem somos e o que fazemos com nossa existência.

Stott morreu e aguarda a ressurreição na volta de Jesus. Porque a Palavra de Deus é clara no que promete para os que amam a Deus e creem em Jesus como filho de Deus e seu Salvador. Estes seguem Seus passos como discípulos fieis e O aceitam como único mediador entre Deus e o homem.

Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Longe de mim esteja gloriar-me a não ser na cruz de Cristo.

(Autor desconhecido; recebido por e-mail)

Faça seu comentário sobre essa diferença entre servir e não servir a Deus. Qual a vantagem de servi-lo e qual a desvantagem de não servi-lo!

Teólogo protestante quer papa como líder dos cristãos

 

O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o papa Bento XVI seja nomeado líder honorário de todos os cristãos. A proposta surge poucas semanas antes da visita do líder católico à Alemanha. “O sonho da comunhão de todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade”, disse o ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim. Para o professor emérito da Universidade de Marburg, o papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria crédito ao cristianismo como mensagem. Se a proposta se viabilizar, o aniversário da Reforma em 2017, com seus 500 anos, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do papa já ser “porta-voz para todos os cristãos”.

O teólogo protestante sugere que as igrejas da Reforma abandonem sua “autossuficiência” e assumam as “corajosas consequências ecumênicas”. Essa proposta lembra a que foi feita pelo bispo Johannes Friedrich, da Igreja Luterana da Baviera, há dez anos. Friedrich argumentava que o papa poderia ser aceito como porta-voz do cristianismo mundial como serviço ecumênico de unidade.

A visita do papa à Alemanha está prevista para os dias 22 a 25 de setembro, e inclui as cidades de Freiburg e Berlim, com um discurso diante do Bundestag (Parlamento) alemão, e uma reunião com representantes da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) no mosteiro agostiniano em Erfurt. [No ano que vem, o papa vem ao Brasil, onde a fé católica continua em declínio.]

(Gospel Mais)

Nota: Há mais de um século, quando uma proposta como essa jamais passaria pela cabeça de um líder protestante, Ellen White escreveu: “Quando o protestantismo estender os braços através do abismo [que havia então], a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado [principalmente a ideia da imortalidade da alma tão difundida por Hollywood e a pretensa santidade do domingo], podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo” (Eventos Finais, p. 131). Amém![MB]

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Site ajuda profissionais guardadores do sábado

 
Por conta de todos os problemas que enfrentei e ainda continuo enfrentado por ser adventista do sétimo dia e, por consequência, ser guardador do sábado bíblico instituído por Deus na Criação e ratificado nos Dez Mandamentos; por ser formado em Artes Gráficas e ter passado por inúmeras entrevistas, recusando muitas ofertas de emprego por ter que trabalhar aos sábados, resolvi fazer alguma coisa em relação a isso. Peguei todas as economias que tinha feito, resultantes de “bicos”, e apliquei no desenvolvimento do site http://7saturday.com

O site tem como objetivo aproximar adventistas sinceros e servos de Deus que passam pelo mesmo problema que eu, de empresários adventistas ou não adventistas que gostariam de oferecer oportunidades e aproveitar o que os adventistas têm de melhor, nas palavras da apresentadora de TV Ana Hickmann: “Pessoas de princípios e que acreditam nos seus princípios e seguem os seus princípios são pessoas em quem se pode confiar.”

(Eduardo Fonseca; mais informações: vicente-eduardo@hotmail.com)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Não há outro Deus como este - Parte 1

 

O sonho do rei babilônico Nabucodonosor sobre uma grande estátua representando os impérios que dominariam esse mundo, elevou sobremaneira o orgulho do monarca, especialmente porque a Babilônia fora representada pela cabeça de ouro.

A exaltação do rei chegou a tal ponto que ele mandou construir uma estátua, igual a que havia visto no sonho, só que feita inteira de ouro, querendo demonstrar assim, que o seu reino jamais deixaria de existir. Foi ainda mais além: convocou todos os líderes do império para a consagração daquela imagem, exigindo em seguida que todos os que estavam presentes ali se prostrassem e adorassem a imagem.

Essa história está relatada no capítulo três de Daniel. Ali encontramos o relato de que "todos os povos" presentes naquela cerimônia "se prostraram e adoraram a imagem de ouro" (v. 7), com exceção dos três amigos de Daniel – Sadraque, Mesaque e Abede-Nego – os quais foram chamados imediatamente à presença do rei por sua insubordinação.

"É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei?" (verso 14), perguntou o monarca, o qual sem vacilar foi logo decretando: "Agora, pois, estai dispostos e... prostrai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?" (v. 15).

Digno de elogio é a resposta daqueles três hebreus: "Ó Nabucodonosor, quanto a isso não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste" (Dn 3:16-18).

"Então, Nabucodonosor se encheu de fúria" e "ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava. Ordenou aos homens mais poderosos do seu exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lançassem na fornalha de fogo ardente" (v. 19 e 20). As ordens foram prontamente cumpridas pelos oficiais, e então, dois fatos ocorreram em seguida:

1- "As chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego" (v. 23).
2- "O rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa ... e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e, o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses" (v. 24 e 25).

Depois que os três hebreus saíram da fornalha, vários líderes e conselheiros do rei "viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram nem o cheiro de fogo passara sobre eles" (v.27).

Aquele rei pagão não se conteve diante de tal milagre e disse: "Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus. Portanto, faço um decreto pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro deus que possa livrar como este" (v. 28 e 29).

Não há outro Deus como este - Parte 2

Paralelo entre Daniel 3 e os Eventos Finais

1) Ao construir aquela imagem de ouro, Nabucodonosor estabeleceu a união entre a política e a religião. A política foi representada pelo metal escolhido, o ouro (símbolo da Babilônia). A religião pagã estava representada nas medidas da estátua – 60 côvados de altura e 6 côvados de largura. Como afirmou o teólogo Edwin Thiele: "Os números seis, sessenta, seiscentos e seus múltiplos eram preeminentes na antiga Babilônia... Sessenta era o número usado como símbolo do supremo deus no panteon... Seis era o número mais baixo usado para um deus, enquanto que seiscentos compreendia a totalidade dos deuses ou espíritos do mundo inferior e superior, o Igigi e o Anuaki. O número seis e seus múltiplos tornaram-se por causa disto preeminentes na ciência e na astrologia babilônica e dali se transportaram até os nossos dias. Desta maneira havia sessenta segundos em um minuto e sessenta minutos em uma hora, com doze horas no dia e doze meses no ano. O círculo da terra e do sol foi dividido em trezentos e sessenta graus". Apocalipse – Esboço de Estudos, p.149. Da mesma forma, o Apocalipse revela que ocorrerá uma união entre política e religião nos eventos finais do mundo: "E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (Ap. 13:15-17).

2) Aqueles três hebreus que se recusaram adorar a imagem de ouro receberam a pena de morte e foram lançados na fornalha de fogo. Assim também, nos eventos finais, aqueles que não adorarem a imagem da besta (união político-religiosa que estabelecerá o Decreto Dominical) serão presos e muitos condenados à morte (Ap. 14:15). A questão da fornalha de fogo tem um paralelo especial nos eventos finais: "No dia da Sua vinda, a última grande trombeta é ouvida, e há um terrível estremecimento da Terra e do Céu. A Terra inteira, das mais elevadas montanhas às mais profundas minas, ouvirá. Tudo será atravessado pelo fogo... Todos os justos são poupados das chamas. Podem caminhar através do fogo, como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caminharam no meio da fornalha sete vezes mais aquecida do que era normalmente". Olhando para o Alto, p. 255 (Meditações Matinais, 1983).

3) A resposta daqueles três jovens ao monarca pagão, e o que aconteceu em seguida dentro da fornalha revelam o segredo para aqueles que desejam alcançar a vitória na crise final: eles conheciam intimamente o Deus que serviam! "Se o nosso Deus... quer livrar-nos, ele nos livrará" (Onipotente). "Se não... [mesmo assim] não serviremos a teus deuses" (Onisciente – sabe o que é melhor para cada um). "Eu, porém, vejo quatro homens soltos... e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses" (Onipresente – mesmo nos momentos de crise).

Finalmente, naquele grande dia da Volta de Cristo muitos poderão dizer como fez Nabucodonosor: "Não há outro Deus que possa livrar como esse"!!