sábado, 11 de maio de 2013

O Trilho da Morte


Ontem, assisti uma reportagem muito interessante. Uma mulher avistou dois garotos amarrando um cachorro na linha do trem. Desesperada, pulou um muro que dá acesso aos trilhos e evitou o pior. Os meninos, rindo, debocharam: “Se a senhora gosta tanto do cachorro, por que não leva ele pra sua casa?” Ainda concluíram: “Nosso pai mandou que a gente o matasse!”
A mulher, com muita pena do animal, seguiu as orientações daqueles garotos. Ela pegou o cachorro numa situação de maus tratos tremenda e o levou para casa. Hoje, o cachorro é muito grato a sua nova dona. Ele não sabe o que fazer para agradecer. Porém, quando sua dona pega a coleira e fala que vai levá-lo para o trilho, o cachorro se esconde.
Na sua cabecinha irracional, guardou um trauma em ouvir a palavra trilho. Ele sabe o que significa bem essas palavras: “Trilho do trem”! 
Cristo, não só nos salvou do trilho, mas também sentiu a dor do trem dilacerando Seu corpo.  Pagou o que o pecado nos reservava: A morte! Porém, na verdade, nenhum de nós foi amarrado, mas, sim, nos amarramos nos trilhos. Simplesmente por conta própria!
Com se fosse uma hipnose, estamos ligados às coisas desse mundo. Os meninos, sentados à beira da linha do trem das suas agonias, caçoam de sua fé. Aos poucos, você mesmo pega uma corda e se amarra completamente.
Nessa hora, você está pecando. As consequências são diversas. O trem lhe atropelando pode ser a pornografia na internet, que seu cônjuge pode descobrir mais cedo ou mais tarde. O trem pode ser a apreciação intensa das coisas materiais, conquistadas a qualquer custo, valendo até a vida do seu próximo. O trem pode ser a sua vida espiritual que você deixou para trás. 
Diferente do cãozinho que foi amarrado e tem consciência do que lhe aconteceria, sempre buscamos resultados diferentes na vida insistindo no mesmo erro (pecado). É como sentar no meio do trilho do trem, na hora de pico de uma grande cidade e uma avalanche de cacetadas atropelantes passarem por sua vida.
Por um lado, os dois garotos rindo e a mulher pronta pra lhe salvarimpedida de fazer algo por respeitar a sua vontade. Cristo lhe salvou do pecado, mas as conseqüências ficam marcadas em nossa carne. Se eu matar alguém, Cristo me perdoará, mas não ficarei livre da minha pena de culpa.
As pessoas ao saírem dos trilhos culpam a Deus. Talvez o golpe desnorteante tenha afetado sua memória e, agora, depois de serem arrasadas, clamam por um socorro que muitas vezes não tem volta. “SENHOR, POR QUE O SENHOR NÃO ME AJUDOU? Oro todas as manhãs e sempre acontecem essas coisas comigo!” Após exclamar isso, a indignação por um Deus incapaz toma conta do seu corpo. Convencidamente, você se deita no trilho e espera muitas vezes o fim...
Essa mensagem é justamente pra você, que abandonou a fé por tão pouco. Amigos! Saiam dos trilhos! Parem de se mutilarem por coisas sem sentido! Parem de buscar pretexto para abandonar a fé! Se até um cachorro sabe o que lhe pode fazer mal, por que um ser racional permanecer no “trilho da destruição”?
Nessas horas, sua cabeça fica tão fraca que você confunde as coisas: Deixa Cristo – que é o Caminho – e pega o “trilho” (o desvio), por um pequeno empurrãozinho de Satanás. É ele [inimigo] que luta contra você. Ele luta diariamente para você se perder. Enquanto Jesus diz “Eu sou o CAMINHO”; Satanás é o trilho da morte. Se o caminho do Cristão é estreito, Satanás oferece o trilho bem largo; mas, na hora que vem o trem, acabou a vida! 
Amigo, se por acaso você se sente amarrado nos trilhos, sem esperança, DEUS pode salvá-lo! É Ele que já lhe salvou e retornará aos trilhos para livrá-lo do pecado, quantas vezes você precisar! Portanto, não tarde sua decisão; pois o trem vem vindo para botar fim a uma vida inteira!
Adventista de berço e amante da música sacra, é pianista de sua Igreja, localizada no barro de Pinheiros - SP
Roberto Passos
Designer Gráfico

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Quando se aponta um dedo, três o denunciam



Após declarar que a maioria dos cantores gospel são endemoninhados, o bispo Edir Macedo voltou a fazer uma declaração polêmica no mesmo teor. O alvo, dessa vez, foram os pastores. Durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus no dia 24 de fevereiro, Edir Macedo afirmou categoricamente que muitos pastores evangélicos precisam ser libertos. No entanto, o líder da IURD não especificou nomes ou denominações. “Eu não tenho a mínima dúvida em dizer que a maioria dos pastores neste mundo inteiro são endemoninhados... Eu não tenho o mínimo medo. Eu tenho certeza do que estou falando. Pelo que eu conheço, pelo que eu já passei, pelo que eu já vi, a maioria deles não é liberta”, afirmou.

O sermão era baseado no Apocalipse, e Macedo pontuou que a libertação espiritual é uma necessidade para todos, e que as pessoas que chegam à IURD oriundas de outras religiões, como espíritas e católicos, adquirem hábitos ao longo da vida que as atrapalham em sua caminhada dentro da Universal.

Confira aqui o trecho da declaração de Edir Macedo sobre pastores endemoninhados.

Em outro sermão, Macedo polemiza ao dizer que a IURD não tem “o rabo preso com ninguém”, referindo-se a ajudas de esferas de governo. O líder da Universal ainda diz aos fiéis que “o maior interessado em que eles prosperem” é a Universal, pois é com as contribuições deles que os empreendimentos da denominação são tocados [como a manutenção de um canal de TV secular “recheado” de conteúdo impróprio e a construção de uma réplica do Templo de Salomão, que custará aos cofres da Universal – e ao bolso dos fieis – a “bagatela” de mais de 200 milhões de reais].

Macedo chega a dizer que ele e os demais bispos e pastores da IURD trabalham com a palavra de Deus, e se os fiéis ofertam, “Deus tem que devolver”. Assista aqui.


Nota: Em outro vídeo, Macedo diz que prefere que Deus o mate se não abençoar financeiramente seus fieis. Será que ele é ateu?

Revista Adventista reflete sobre os 150 anos da IASD


O dia 18 de maio foi escolhido pela sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) como a data de celebração, nas congregações locais, dos 150 anos de organização da denominação. Por isso, aRevista Adventista deste mês dedica sua matéria de capa para refletir sobre as descobertas e lições do pequeno grupo visionário que deu origem a um dos maiores empreendimentos missionários da história. O artigo resgata o contexto histórico da formação da Igreja Adventista, mostrando como os adventistas consolidaram sua teologia, ampliaram seu conceito de missão e formaram sua estrutura administrativa. Essa reflexão se mostra cada vez mais necessária para uma denominação com 17 milhões de fiéis espalhados por 209 países. Outros dois artigos da edição servem como desdobramento da matéria principal. Ambos tratam das metáforas usadas pela Bíblia para descrever o papel missionário e social da igreja, especialmente no ambiente urbano. Na entrevista desta edição, sabatinamos o Dr. Reinaldo Siqueira. Com pós-doutorado em cultura judaica pela USP, ele falou sobre a base bíblica e o propósito da guarda do sábado.

Na seção de reportagens, os destaques ficam por conta da cobertura geral da programação de Semana Santa e a mobilização nacional em torno do projeto Impacto Esperança; a celebração dos 60 anos de serviço e tratamento humanizado do Hospital Adventista de Belém; além das ações de evangelismo urbano realizadas no Brasil e Estados Unidos.

Revista Adventista é o órgão geral dos adventistas no Brasil há mais de cem anos e pode ser adquirida em uma das 12 livrarias da Casa Publicadora Brasileira, nas sedes administrativas da Igreja Adventista, pelo telefone 0800-9790606 ou pelo site www.cpb.com.br. E você pode seguir a revista pelo perfil www.twitter.com/rev_adventista e acessar gratuitamente seu acervo histórico no endereço www.revistaadventista.com.br. – Wendel Lima 

sábado, 27 de abril de 2013

AS TRÊS FACES DO AMOR


A carta de amor, talvez a mais longa e mais simples, foi composta em 1875 por Mareei de Leclure, um pintor francês. Sua peça de amor continha uma frase: Eu a amo! 1.875.000 vezes. Mas este número representa apenas uma pequena parte das vezes que Eu a amo foi escrita ou falada na produção desta carta fora do comum. Mareei não escreveu a carta ele mesmo, mas contratou um escriba para escrevê-la. Segundo a tradição, Mareei ditou a carta, palavra por palavra. O escriba então repetiu cada frase para ele ao pô-la no papel. A frase Eu a amo! foi com efeito falada ou escrita 5.625.000 vezes durante a composição desta longa carta. Mareei estava apaixonado e queria que sua namorada soubesse!
Todos nós queremos ser amados. Nossa carência de amor é tão grande que ficamos frustrados e inseguros se nossa carência de amor não é satisfeita. Mas que é amor? Sugiro que há pelo menos três faces do amor à medida que ele amadurece.: a face “se”, a face “porque”, a face “apesar de”. Estas faces surgem, conforme a nossa carência, os nossos desejos e as nossas motivações.

A face “se”

A face “se” é a mais fácil de reconhecer. A maior parte de nós já viu esta face do amor muitas vezes. Pelo melhor ela é manipulatória e pelo pior é destrutiva.
Wendy tinha 18 anos.* Ela estava assentada do outro lado da mesa com sua filhinha de dois anos no colo. Contou-me sua triste história do amor “se”. Seu namorado a manipulou a ter sexo. Ele insistia: “Se você realmente me ama, é aceitável.” Ela eventualmente cedeu. Wendy engravidou, e os pais do rapaz o forçaram a casar-se com ela. Agora ele vive correndo atrás de mulheres. Ela se tornou apenas sua governanta da casa e a babá. “Perdi todos os anos de minha adolescência!” soluçou, escondendo o rosto nas mãos.
Wendy sente profundamente o que seu marido lhe fez. Sente-se roubada e sem valor. Sente que foi forçada a se tornar mãe. Sua auto-estima é baixa; sua vida é miserável. Reconheceu demasiado tarde a face enganosa do amor “se”.
Muitos casamentos têm como fundamento este tipo de amor. O amor “se” pode exercer uma força tão esmagadora que alguns deixam de reconhecer seu engano. O alvo primário deste amor não é a outra pessoa, mas o eu. O amor “se” se interessa apenas em satisfazer suas próprias necessidades e desejos. Muitos jovens são apanhados neste impulso egoísta de satisfação própria e reconhecem tarde demais que foram enganados.
Tragicamente, muitos pais oferecem apenas a face “se” do amor a seus filhos. Harry cometeu suicídio porque foi reprovado no vestibular de medicina. O amor “se” do pai alimentou sua depressão. Harry sabia quanto seu pai queria que ele fosse médico. Estava convencido de que se ele não conseguisse sê-lo, seu pai o rejeitaria. De preferência a testemunhar que seu pai não mais o amava, o jovem suicidou-se.

A face “porque”

A face “porque” do amor opera num nível mais agradável do que a face “se”. Esta face valoriza a outra pessoa. Ela diz: “Eu a amo porque você é sensual; porque você é um ‘doce’; porque você escreve poesia romântica; porque você trás segurança à minha vida; porque você tem boa prosa; porque você dirige um carro de classe” e assim por diante. Por alguma razão qualquer, o amor “porque” escolhe olhar uma segunda vez e avaliar o objeto de seu olhar. Oferece afagos positivos à pessoa sendo amada.
Não obstante, a face “porque” tende a promover competição e insegurança. Os que são objetos do amor “porque” sentem que precisam provar continuamente que são dignos de amor. Receiam perder a qualidade que os tomam amados. Uma jovem é amada porque é bonita. Um jovem é amado porque é atlético e bonito. Em alguns casos, o receio de rejeição futura pode mesmo impedir de desfrutar a face “porque” do amor no presente. As Escrituras nos lembram: “No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo. Pois o amor tem que ver com punição; logo aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”(I João 4:18). Temor e amor não podem coexistir na mesma relação. Um amor que cria receio de fracasso não é verdadeiro amor.
Judy era jovem e bela. Tinha ganho muitos concursos de beleza no ginásio e era uma das meninas mais populares no campus da faculdade. Era noiva de um rapaz simpático. Mas um dia a tragédia ocorreu. Ao trabalhar na tinturaria de seu pai, o fluido inflamável explodiu e queimou seu rosto, peito e braços. Ficou tão desfigurada que não permitia que as ligaduras fossem removidas exceto na presença de seu médico.
Pouco depois do acidente seu noivo rompeu o noivado. Seus pais não podiam contemplar sua “rainha de beleza” desfigurada e raramente a visitavam no hospital. Mesmo quando falavam com ela pelo telefone, não era como antes. Dentro de poucos meses Judy faleceu, sem ter deixado o quarto do hospital. Não de complicações. Simplesmente desistiu de viver, pois a razão por que era amada foi-lhe tirada. Sua beleza foi-se.

A face “apesar de”

Esta espécie de amor simplesmente ama. Diferente da face “se”, esta face não é baseada em motivação egoísta. Nada espera em troca. Diferente da face “porque”, não depende do aspeto atrativo da outra pessoa. Olha além das boas e más qualidades e fita a alma. É capaz de amar mesmo quando rejeitada. Vê o belo no feio. Descobre valor infinito num ser finito. Olha com amor a todos a seu redor.
Onde achamos uma face tão amável? A expressão máxima deste amor é Jesus. Ele veio para amar a humanidade apesar de tudo. Veio para introduzir uma face de amor que faltava desde o Jardim do Éden. Trouxe a esta terra um amor incondicional, sem temores ou motivação egoísta.
Jesus não trouxe uma face do amor que diz: “Eu o amarei se você for uma boa pessoa. Eu o amarei se você me adorar. Eu o amarei se for um dizimista fiel.” Nem trouxe Ele uma face do amor que arrazoa: “Eu o amo porque você ora cada dia. Eu o amo porque você vai à igreja cada semana.” Tudo isto mede nosso amor a Deus, mas não mede o amor de Deus por nós.
Deus não impôs condições a Seu amor. Com efeito, “Deus prova seu próprio amor para conosco, pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Deus não espera até merecermos ser amados. Não há “se” nem “porque” no amor de Deus. Ele simplesmente ama! Ele é amor! Este amor continua ainda que não o mereçamos.
Jesus demonstrou o poder do amor tipo “apesar de” quando chorou pela morte de Lázaro. Os que o viram chorando disseram: “Vede quanto o amava!” (João 11:36). Isto era amor a despeito do que Lázaro fosse. Lázaro não merecia ser ressuscitado, mas Jesus o amava o bastante para chamá-lo da sepultura.

Que face é sua face?

Que face do amor você prefere? A face “se”, com sua natureza manipulatória? A face “porque”, que precisa ser ganha de novo cada dia? Ou a face “apesar de”, que continua a amá-lo mesmo quando você parece não ser digno de amor?
Seria difícil imaginar um jovem propondo a sua namorada deste modo: “Benzinho, quero que você saiba que eu a amo apesar de suas muitas faltas. Eu a amo apesar de seus dentes tortos. Eu a amo apesar de sua disposição irritada. Eu a amo apesar de…” Não levaria muitos “apesar de” antes da relação chegar a um fim traumático. Poucos realmente querem ser amados “apesar de”. Preferiríamos ser amados “por causa de”.
Contudo, oculta atrás da face do amor “porque” está a raiz de todo legalismo religioso. Muitos querem que Deus os ame “porque” e não “apesar de”. Por certo nossas boas obras devem valer algo. Por certo estas obras devem ao menos obter um apartamento com uma vista sobre a principal avenida do céu. É-nos difícil admitir que nada trazemos à relação exceto nossa carência. É-nos difícil compreender que Deus não tem razão para nos amar, mas Ele nos ama! É-nos difícil compreender que quaisquer mudanças que esta nova relação introduz em nossa vida sejam resultado direto de Seu amor “a despeito de” e não a causa de Seu amor. Precisamos reconhecer que nada que façamos fará com que Deus nos ame mais do que já nos ama. Deus é amor!
Jesus pleiteia conosco, “Assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34). Este é realmente um mandamento fortalecido por um amor “apesar de”. Somente uma tal dinâmica podia dar uma tal ordem e esperar obediência. Aprender a descansar no amor de Deus não significa ser relaxado em manter Suas normas. Ao contrário, significa ter confiança que “nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”(Romanos 8:38, 39).

O significado deste amor

Que significa ter e dar amor “apesar de”? Significa que você pode permitir que Cristo remodele sua vida sem a preocupação de que algum dia Cristo abandone Seu projeto de remodelação! Lança fora a insegurança e o medo de fracasso. Remove a ansiedade de rejeição. Significa que a gente não mais precisa competir ferozmente a fim de sentir-se amado. Não descredita o outro a fim de aumentar sua própria credibilidade. Não barganha com Deus a fim de ganhar Seu amor. Reconhece que Deus já nos viu em nosso pior e ainda nos ama. Significa não estar sob tensão constante ou não exigir nossos direitos por causa de nossa insegurança. Significa que podemos começar a partilhar amor do tipo “apesar de” com nossa família, amigos, vizinhos, colegas, membros de nossa igreja e até com aquela pessoa especial em nossas vidas.
Tammy era uma bela jovem esposa. Sempre tinha um sorriso prazenteiro. Agora ela jazia numa cama de hospital, depois de cirurgia para remover um tumor canceroso de seu rosto. A cirurgia tinha dado uma aparência grotesca a seu rosto, e seu sorriso jovial desapareceu para sempre. O cirurgião tinha feito seu melhor, seguindo cuidadosamente a curva de seu maxilar para esconder a cicatriz, mas o tumor era muito grande e a incisão profunda demais. Seu bisturi tinha cortado os nervos do lado direito de seu rosto. A operação tinha deixado o lado direito de sua boca repuxado num meio sorriso imóvel.
A jovem e seu marido fitaram o fundo do olho um do outro ao discutirem o futuro. Quando o cirurgião entrou, Tammy perguntou: “Minha boca será sempre assim?”
“Sim”, respondeu o médico. “Receio que será. Para remover o tumor tive de cortar os nervos. Talvez nunca voltem a crescer. Sinto muito.”
Tammy fitou o teto. Uma lágrima brotou de seu olho e deslizou silenciosamente em seu travesseiro. O marido tomou sua mão entre as suas. Seus olhos se encontraram, sondando e perguntando. Com um sorriso largo ele lhe assegurou amavelmente: “Benzinho, realmente gosto de seu sorriso. É gracioso.”
Não é extraordinário saber que Deus ainda nos ama apesar de nosso sorriso torto?

Len McMilllan (Ph.D., Ephraim Moore University) é diretor de vida de família no Pacific Health Education Center; 5300 Califórnia Avenue, Suite 200: Bakersfield, CA 93309; E.U.A.
*0s nomes usados neste artigo são fictícios para preservar a privacidade das pessoas em questão.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Papa fala sobre a volta de Jesus


[Na] quarta-feira, o papa Francisco, em sua habitual catequese semanal, continuou aprofundando no Símbolo da fé: o Credo. Com uma praça de São Pedro, mais uma vez, cheia de jovens e peregrinos, o papa dirigiu-lhes estas palavras:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Credo, professamos que Jesus “virá novamente na glória para julgar os vivos e os mortos”. A história humana começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e conclui com o juízo final de Cristo. Muitas vezes esquecemos esses dois polos da história e, sobretudo, a fé no retorno de Cristo e no juízo final, às vezes não é assim tão clara e forte no coração dos cristãos. Jesus, durante Sua vida pública, refletiu muitas vezes na realidade da Sua última vinda. Hoje eu gostaria de refletir sobre três textos evangélicos que nos ajudam a entrar neste mistério: o das dez virgens, o dos talentos e o do juízo final. Todos os três fazem parte do discurso de Jesus sobre o fim dos tempos, no Evangelho de São Mateus.

Em primeiro lugar lembremos que, com a Ascensão, o Filho de Deus levou para junto do Pai a nossa humanidade assumida por Ele e quer atrair todos a si, chamar todo o mundo para ser acolhido nos braços abertos de Deus, para que, no fim da história, toda a realidade seja entregue ao Pai. Há, no entanto, este “tempo imediato” entre a primeira vinda de Cristo e a última, que é precisamente o momento que estamos vivendo. Neste contexto do “tempo imediato”, coloca-se a parábola das dez virgens (cf. Mt 25,1-13). São dez jovens que  esperam a chegada do esposo, mas ele atrasa e elas caem no sono. Ao anúncio repentino de que esposo está chegando, todas se preparam para acolhê-lo, mas enquanto cinco dessas, sábias, têm óleo para alimentar as próprias lâmpadas, as outras, tolas, ficam com as lâmpadas apagadas porque não o têm; e enquanto procuram chega o esposo e as virgens tolas encontram fechada a porta que leva à festa nupcial. Batem com insistência, mas agora é tarde, o esposo responde: Não vos conheço.

O Esposo é o Senhor, e o tempo de espera da Sua chegada é o tempo que Ele nos presenteia, a todos nós, com misericórdia e paciência, antes da Sua vinda final; é um tempo de vigilância; tempo em que devemos ter acesas as lâmpadas da fé, da esperança e da caridade, de ter aberto o coração para o bem, para a beleza e para a verdade; tempo de viver segundo Deus, porque não conhecemos nem o dia, nem a hora da volta de Cristo. O único que nos é pedido é estarmos preparados para o encontro – preparados para um encontro, para um lindo encontro, o encontro com Jesus –, que significa saber ver os sinais da sua presença, ter viva a nossa fé, com a oração, com os Sacramentos, ser vigilantes para não dormirmos, para não nos esquecermos de Deus. A vida dos cristãos adormecidos é uma vida triste, não é uma vida feliz. O cristão deve ser feliz, a alegria de Jesus. Não durmamos!

A segunda parábola, a dos talentos, nos faz refletir sobre a relação entre como empregamos os dons recebidos por Deus e o Seu retorno, quando nos pedirá contas de como os temos utilizado (cf. Mt 25, 14-30). [...] A espera da volta do Senhor é o tempo da ação – nós estamos no tempo da ação –, o tempo de frutificar os dons de Deus não para nós mesmos, mas para Ele, para a Igreja, para os outros, o tempo de fazer sempre crescer o bem no mundo. E especialmente neste tempo de crise, hoje, é importante não fechar-se em si mesmo. [...]

Finalmente, uma palavra sobre o juízo final, no qual se descreve a segunda vinda do Senhor, quando Ele julgará todos os seres humanos, vivos e mortos (cf. Mt 25, 31-46). A imagem usada pelo evangelista é a do pastor que separa as ovelhas dos cabritos. À direita são colocados aqueles que agiram de acordo com a vontade de Deus, socorrendo o próximo faminto, com sede, estrangeiro, nu, doente, preso – disse “estrangeiro”: penso em tantos estrangeiros que estão aqui na diocese de Roma: o que fazemos por eles? – enquanto à esquerda vão aqueles que não socorreram o próximo. Isso nos diz que seremos julgados por Deus sobre a caridade, sobre como O amamos nos nossos irmãos, especialmente nos mais frágeis e necessitados. É claro, devemos sempre ter em mente que somos justificados,somos salvos pela graça, por um ato de amor gratuito de Deus que sempre nos precede; sozinhos, não podemos fazer nada. A fé é principalmente um dom que nós recebemos. Mas para dar frutos, a graça de Deus requer sempre a nossa abertura a Ele, a nossa resposta livre e concreta. Cristo vem para levar-nos à misericórdia de Deus que salva. O único que nos é pedido é confiar nEle, corresponder ao dom do Seu amor com uma vida boa, feita de ações animadas pela fé e pelo amor.

Queridos irmãos e irmãs, que olhar para o juízo final nunca nos dê medo; mas nos leve a viver melhor o presente. Deus nos oferece com misericórdia e paciência este tempo para que aprendamos a reconhecê-Lo a cada dia nos pobres e nos pequenos, nos comprometamos pelo bem e sejamos vigilantes na oração e no amor. O Senhor, no fim da nossa existência e da história, possa reconhecer-nos como servos bons e fieis. Obrigado.


Nota: Lembro-me de que, quando era católico (antes dos anos 1990), eu nunca tinha ouvido falar na segunda vinda literal de Jesus, até porque a teologia dominante aqui na América do Sul era a da Libertação, com sua pregação em torno de um “reino” de conquistas sociais. Ao mesmo tempo em que o papa fala sobre o retorno de Jesus, ele (assim como seus dois antecessores) dá grande ênfase à observância do domingo. Resta saber como ele vai orientar seu rebanho com respeito à maneira como o verdadeiro Cristo virá e que está claramentedescrita na Bíblia. E se esse Cristo vindouro reafirmar a crença no domingo como dia sagrado, em franca oposição à Palavra? E se ele “descer” à Terra e começar a proclamar a paz incentivando a união de todos sob a liderança de um (nos moldes do movimento ecumênico defendido pelo papa)? É interessante a menção do papa à salvação pela graça, o que certamente agrada aos ouvidos protestantes, e há uma curiosa contradição nestas palavras de Francisco: “A história humana começa com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus e conclui com o juízo final de Cristo.” Os dois papas anteriores afirmaram que a evolução é um fato e que, portanto, a história de Adão e Eva seria mítica. Se a história das origens (e da queda) é mitológica, por que deveríamos acreditar que o juízo final é fato, uma vez que ambos os eventos estão relacionados (como bem destacou o papa)? Sem dúvida, essa pregação do papa sobre a volta de Jesus é realmente importante e até surpreendente, mas é preciso acompanhar atentamente os desdobramentos disso.
 
Michelson Borges, Jornalista Adventista

sábado, 20 de abril de 2013

O Crescimento Espiritual

Caminho A Cristo: passos que conduzem à certeza da Salvação / Ellen G. White - págs. 45-46. 
     Consagre-se a Deus pela manhã; faça disso a sua primeira atividade. E ore: “Toma-me, ó Senhor, para ser Teu inteiramente. Deponho todos os meus planos a Teus pés. Usa-me hoje para o Teu serviço. Fica comigo, e que tudo o que eu fizer seja operado por Ti. ‘’ Essa é uma questão diária. Cada manhã consagre-se a Deus para aquele dia. Entregue- Lhe todos os seus planos para saber se devem ser levados avante ou não, de acordo com o que Sua providência indicar. Assim, dia após dia, você poderá entregar sua vida nas mãos de Deus, e ela será cada vez mais moldada segundo a vida de Cristo.
     A vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma confiança constante e tranqüila. Sua esperança não está em si mesmo, mas em Cristo. Sua fraqueza está ligada à Sua força; sua ignorância, à Sua sabedoria; sua fragilidade, ao Seu eterno poder. Por isso, não olhe para você mesmo. Não permita que seus pensamentos fiquem centralizados no próprio eu, mas olhe para Cristo. Pense em Seu amor, Sua beleza e na perfeição do Seu caráter. Cristo em Sua abnegação, Cristo em Sua humilhação, Cristo em Sua pureza e santidade, Cristo em Seu incomparável amor – esse é o tema para sua meditação. E ao amá-Lo e imitá-Lo e depender inteiramente dEle é que você se transforma à Sua semelhança.
     Jesus disse: “Permanecei em Mim.” Essas palavras transmitem a idéia de descanso, estabilidade e confiança. Outra vez Ele convida: “Vinde a Mim, [...] e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). As palavras do salmista expressam o mesmo pensamento: “Descansa no Senhor e espera nEle” (salmo 37:7). E Isaías dá a certeza: “Na tranqüilidade e na confiança, [está] a vossa força” (Isaías 30:15). Este descanso não está na inatividade, pois no convite do Senhor a promessa de descanso vem junto com um chamado ao trabalho: “Tomai sobre vós o Meu jugo [...] e achareis descanso” (Mateus 11:29). O coração que descansa de maneira plena em Deus será o mais empenhado no trabalho ativo por Ele.
     Quando os pensamentos estão concentrados no próprio eu, eles afastam-se de Cristo, a fonte de vida e poder. Por isso, Satanás empenha-se em fazer com que as pessoas desviem o pensamento do Salvador, evitando a união e a comunhão do ser humano com Cristo. Os prazeres do mundo, as preocupações, perplexidades e tristezas da vida, as falhas dos outros, ou as próprias falhas e imperfeições – todas essas coisas são por ele utilizadas para desviar o pensamento do Salvador. Não se deixe enganar por esses ardis. Muitas pessoas que são realmente conscienciosas, e que desejam viver para Deus, também são por ele levadas a pensar nas próprias faltas e fraquezas. Assim fazendo, ele consegue separá-las de Cristo e obter a vitória. Não devemos fazer de nós mesmos o centro, dando lugar à ansiedade e ao medo de não sermos salvos. Tudo isso, afasta o coração da fonte de nossa força. Fale de Jesus; pense nEle. Que o próprio eu se perca nEle. Afaste toda dúvida; esqueça seus temores. Como o apóstolo Paulo, diga: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gálatas 2:20). Descanse em Deus. Ele pode guardar aquilo que você Lhe confiou. Colocando-se em Suas mãos, Ele fará com que você seja mais do que vencedor por Aquele que o amou.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Projeto de leitura diária da Bíblia completa um ano


Um hábito que impacta espiritualmente todos os dias seus participantes. Esse é o projeto Reavivados por Sua Palavra, de âmbito mundial, que motiva adventistas a lerem diariamente um capítulo da Bíblia Sagrada. O #rpsp, como ficou conhecido o projeto, principalmente no microblog Twitter, completou [nesta semana] seu primeiro ano e não perde a força. A ideia da sede mundial adventista (idealizadora do projeto) é que até metade de 2015 milhões de pessoas tenham lido todo o Livro Sagrado do cristianismo. “Em 36 anos de ministério, já vi muitos programas para estimular a leitura da Bíblia, mas não com a força do Reavivados por Sua Palavra”, explica o pastor Bruno Raso, vice-presidente da Igreja Adventista e responsável pela coordenação do projeto em oito países sul-americanos.

O que Raso afirmou é o que ocorre na prática. O RPSP realmente tem feito diferença na devoção pessoal de cada participante. O jornalista Michelson Borges, ele mesmo um dos que está lendo todos os dias um capítulo da Bíblia, resolveu entrevistar alguns beneficiados pelo projeto e publicou em seu blog. Gente como o pastor Álvaro Martinho da Silva, de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, que além de ler ainda posta tweets e comenta cada trecho estudado. Sobre essa experiência de compartilhar o que leu, pouco depois de acordar, ele diz que “hoje já se transformou em um bom hábito da minha manhã de estudos e meditação. Quando, por algum compromisso, não posso digitar logo cedo, assim que chego de volta ao meu escritório, quero ler os comentários dos outros colegas e destacar alguns especiais”.

Um dos segredos da longevidade do projeto pode ser atribuído ao fato de motivar as pessoas a estudarem apenas um capítulo e não vários, o que geralmente desmotiva em longo prazo. A psicóloga Karyne Correia, que mora em Joinville, Santa Catarina, ressalta essa vantagem. “Eu tenho por costume grifar e fazer anotações quando estudo qualquer tipo de conteúdo, e com a Bíblia não é diferente. E a leitura de apenas um capítulo por dia proporciona maior reflexão e permite extrair mais lições de menos palavras. É praticamente a experiência de aprender com cada versículo.”

Eunice Herculano, de Alagoas, expressa bem o efeito espiritual provocado por esse hábito adquirido. “Sempre achei muito difícil ler a Bíblia pelo ano bíblico porque começava com um grande estímulo, incentivo e, depois, todo esse ânimo ia diminuindo a ponto de parar. Mas com o Reavivados, a cada dia, sinto-me estimulada na leitura, pois temos comentários de pastores sobre o capítulo do dia, fazendo com que nossa mente se abra para o entendimento. E o mais importante: mantenho minha comunhão diária com Deus”, explica a participante.

Mas o pastor Bruno Raso resolveu ir além da meditação diária nos escritos bíblicos. Ele tomou o desafio pessoal de fazer uma síntese, em vídeo, de cada capítulo. As gravações são feitas na Nuevo Tiempo Bolívia e diariamente quem compreende o idioma espanhol tem acesso aoresumão feito por ele. “Cheguei a gravar 30 programas em um dia apenas. Não é fácil, mas vejo os resultados dessa iniciativa e me alegro com o reavivamento espiritual que está acontecendo”, vibra.

O #rpsp virou aplicativo para Facebook, IOS, Android e até game online. A sistemática de leitura diária de um capítulo da Bíblia está disponível em várias plataformas, o que provavelmente tem envolvido um número maior de jovens. No Twitter e no Facebook, participantes costumam compartilhar suas impressões sobre o conteúdo de cada dia e um verdadeiro debate virtual ocorre com opiniões de todos os tipos.

(Felipe Lemos, Portal Adventista)