segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DAS CRISES MUNDIAIS AO GIGANTE MUNDIAL



Três tipos de crises mundiais forçam a unidade das nações: a crise ambiental, o terrorismo internacional e as crises econômicas. Nesse sentido, alguém declarou: “Estamos sendo arrastados em direção à nova ordem mundial, empurrados pela histeria climática, esmagados pelas finanças”. A crise mais recente que nos atingiu foi a crise financeira mundial...
Antes de tratarmos de um tema polêmico, seguindo a orientação de Tiago 5.1-9, quero enfatizar que, em princípio, a riqueza não é proibida pela Bíblia. Conhecemos homens da Bíblia que eram ricos, como o bem-sucedido Filemom, os ricos patriarcas e o bilionário Davi. Se meus cálculos estiverem corretos, o rei Davi, por exemplo, possuía cerca de 3.400 toneladas de ouro e 34.000 toneladas de prata, que colocou à disposição para a construção do templo (1 Cr 22.14). E ele não ficou mais pobre por isso. A Bíblia não proíbe a riqueza, mas adverte acerca dos perigos que ela representa e lamenta seu uso fora da vontade de Deus (Mc 4.19; Lc 12.15; At 5.4; Cl 3.5-6; 1 Tm 6.9-10,17; 2 Pe 2.14-15).
1. Um sinal dos últimos dias
“Tesouros acumulastes nos últimos dias” (Tg 5.3).
A palavra profética de Deus conecta os tempos finais com o mundo financeiro. Este é um sinal dos últimos tempos. O setor financeiro terá um papel significativo nestes dias e será um tema dominante. Não creio que Tiago 5 trate apenas de indivíduos ricos, que sempre existiram, mas de um mundo enriquecido e de nações economicamente ricas, como as de hoje. O cenário predito na Bíblia condiz com o mundo financeiro dos últimos dias.
Alguns exemplos:
A última hora
“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente. Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora” (1 Jo 2.15-18).
Os grandes bancos, que obtiveram lucros bilionários, ainda assim demitiram e estão demitindo milhares de empregados.
Nossa época, como nenhuma outra, é determinada por emoções, imagens e pela ostentação de riqueza e poder. Heinz Schumacher, na sua tradução da Bíblia [para o alemão], traz a seguinte explicação sobre “soberba da vida” (v.16): “Vangloriar-se daquilo que a pessoa é, do que tem e do que pode em sua vida terrena”.[1] O comentário bíblico de Menge diz que a “soberba da vida” é “orgulho como postura de vida (ou: gabar-se da fortuna, exibir-se com dinheiro, a pompa terrena)”.
Com certeza, é muito significativo o fato de João ligar o mundo financeiro e sua derrota futura com a “última hora” e o “Anticristo” que virá. Ele o faz de modo semelhante a Tiago, que fala dos “últimos dias” nesse contexto. João também é o escritor do Apocalipse, e justamente quando trata da união mundial anticristã e da derrocada da Babilônia financeira, ele repetidamente menciona esta hora (Ap 18.10,17,19).
Jeroboão
A história de Jeroboão é relatada a partir de 1 Reis 11. Ele levou o povo a descaminhos como nenhum outro antes dele. Por isso ele é um tipo de Anticristo. E o Israel do seu tempo exemplifica um povo que, nos últimos dias, deixar-se-á seduzir novamente. Jeroboão provocou uma revolta, dividiu o reino e tomou dez tribos para si. Conseguiu ser declarado rei sobre Israel (dez tribos). Erigiu um bezerro de ouro em Betel e outro em Dã, uma contraposição ao serviço a Deus no templo em Jerusalém. Jeroboão instituiu um sacerdócio falso e mudou até mesmo as datas da festa dos Tabernáculos. “Pois, quando ele rasgou a Israel da casa de Davi, e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate, Jeroboão apartou a Israel de seguir o Senhor e o fez cometer grande pecado” (2 Rs 17.21).
Os atos de Jeroboão foram tão terríveis que a Bíblia repetidamente fala do “pecado de Jeroboão”. Porém, é interessante ler o seguinte a respeito desse homem: “Ora, vendo Salomão que Jeroboão era homem valente e capaz, moço laborioso, ele o pôs sobre todo o trabalho forçado da casa de José” (1 Rs 11.28).
Um “último Jeroboão” se levantará sobre Israel e sobre o mundo, e ele também fará com que tudo gire em torno de finanças.
A ira de Deus por causa do dinheiro
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Cl 3.5-6).
Essa ira de Deus não se refere ao Dia do Juízo, mas à Tribulação futura mencionada no Apocalipse, algo que Isaías também liga com a Babilônia dos últimos tempos (Is 13.1,9-13; cf Sf 2.2-3; Rm 1.18; Ap 6.16-17).
O que será essa “idolatria” da qual o Apocalipse tanto fala, e da qual as pessoas não se arrependerão (Ap 9.20-21)? Haverá novamente ídolos de pedra ou madeira para serem adorados, ou o objeto de culto será algo mais moderno? Basta lembrar que a carta aos Colossenses chama a avareza de idolatria e enfatiza que, por sua causa, a ira de Deus virá sobre o mundo desobediente (Cl 3.5-6) e que o Apocalipse descreve essa ira de Deus – então saberemos que idolatria é essa: a dança ao redor do bezerro de ouro (o mundo financeiro) nos tempos finais. “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria” (Cl 3.5; NVI).
Pelo visto, acumular dinheiro, esbanjá-lo e exibi-lo será um fenômeno característico dos tempos finais.
2. A atualidade das afirmações proféticas
Em princípio, a riqueza não é proibida pela Bíblia. O rei Davi era bilionário; entre outros bens, ele possuía cerca de 3.400 toneladas de ouro.
“Tesouros acumulastes nos últimos dias... Tendes vivido regaladamente sobre a terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança; tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência” (Tg 5.3,5-6).
O cumprimento total do versículo 6 está reservado para a Grande Tribulação futura, mas o que está descrito nos versículos 3 e 5 já é perfeitamente visível nos dias de hoje. A região da antiga Babilônia está se transformando numa nova Babilônia – basta ver o desenvolvimento de Dubai. Essa região mostra ao mundo inteiro o quanto a Bíblia é atual.[2]
As chamadas “oligarquias” também voltaram a ter destaque desde a década de 90. O termo oligarquia deriva do grego do tempo de Platão (427-347 a.C.), e descreve o “governo sem lei dos ricos que só pensam em seu próprio benefício. Assim como a aristocracia, é o governo de poucos, com a diferença de que a aristocracia, ao contrário da oligarquia, é considerada como um governo legal, voltado ao bem comum”. É interessante considerar que, desde a década de 90, essa palavra voltou a ser significativa na Rússia. Ela refere-se a empresários “que em geral são suspeitos de terem obtido grande riqueza e influência política por meios escusos durante o período caótico que se seguiu ao fim da União Soviética”.[3]
A respeito, li:
...em apenas 10 anos, alguns russos entraram, da noite para o dia, para o clube mundial dos hiper-ricos. Sem escrúpulos, tiraram proveito da transição do sistema comunista para um novo sistema capitalista, garantindo para si, a preço de banana, o filé da economia russa. Estes assim chamados “oligarcas” são os vencedores de um enorme “Banco Imobiliário” (...) Os antigos administradores soviéticos mostraram-se extremamente adaptáveis, descartando rapidamente a sua ideologia e privatizando as estatais para dentro de seus próprios bolsos. (...) Os banqueiros da primeira hora ganharam milhões em dinheiro público com especulação e câmbio, sem correr grandes riscos. Apenas, não concediam muitos empréstimos. Na primeira metade da década de 90, os banqueiros eram a elite da oligarquia. (...) Na fase inicial, a propriedade das estatais foi distribuída amplamente entre a população, por meio de certificados de participação. Essa distribuição foi teórica, pois logo os antigos administradores e os novos ricos tinham garantido essas empresas para si. Isso foi possível graças à hiperinflação e à crise”.[4]
“Tesouros acumulastes nos últimos dias!”.
O manuseio injusto de dinheiro e poder
“Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Tg 5.4).
• A renda mensal média dos cidadãos de Dubai é de 2.400 euros; já o salário dos trabalhadores estrangeiros, que cumprem jornadas de 15 horas por dia, sob uma temperatura de 40 graus à sombra, é de apenas 100 euros. Esses são os escravos de hoje.[5]
• A oligarquia, nome para um governo sem lei exercido pelos ricos, só tem seu próprio benefício em vista, e não se importa com o bem comum.
• Os grandes bancos, que obtiveram lucros bilionários, ainda assim demitiram e estão demitindo milhares de empregados.
• No final de novembro de 2008, a União Européia (UE) decidiu reduzir drasticamente as subvenções para os agricultores europeus, privando-os de uma receita importante para a manutenção de seus empreendimentos.
O colapso econômico foi predito
No Portão de Brandenburgo (em Berlim) 200.000 pessoas aclamaram Barack Obama, mesmo sem conhecer seu programa de governo.
“Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias” (Tg 5.1-3).
O repentino colapso financeiro é um exemplo para o Dia do Senhor, que sobrevirá ao mundo como um ladrão à noite. Justamente no meio de um pico econômico, quando todos estavam otimistas, veio ocrash, a crise financeira atual. A miséria e a aflição literalmente desabaram sobre o mundo das finanças. Grandes setores industriais (indústria automobilística) ruíram, e os bancos se tornaram devedores. De uma hora para outra, a recessão e a depressão se tornaram os assuntos do dia nos países mais ricos. Bilionários e suas famílias perderam grandes fortunas em poucos dias. A economia mundial e todo o sistema financeiro estão abalados. Mas tudo isso é apenas o começo, pois o juízo da própria Tribulação ainda está por vir.
3. A volta do Senhor está próxima
O retorno iminente do Senhor é mencionado três vezes em relação direta com as crises econômicas mundiais:
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg 5.7).
“Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5.8).
“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg 5.9).
Primeiro é dito duas vezes que o retorno do Senhor está próximo, e em seguida lemos que o juiz está às portas. Jesus virá para arrebatar os Seus e depois virá como Juiz. Os acontecimentos da Tribulação já serão os juízos iniciais desse Juiz.
A rebelião do mundo contra Deus e o seu Ungido é cada vez maior (Sl 2). As pessoas não querem saber de Cristo nem do cristianismo. Os cristãos são rejeitados com freqüência cada vez maior. E, você quer saber de uma coisa? O próprio Deus vai tirá-los do meio das pessoas! O Arrebatamento extrairá o verdadeiro cristianismo do mundo, para que o anticristianismo tenha seu espaço (2 Ts 2.5-12). Deus dará ao mundo o que ele deseja; Saul em vez de Davi, Barrabás em vez de Jesus, o Anticristo em vez de Cristo. O retorno do Senhor está próximo, e o Juiz está às portas.
As crises ambientais, o terrorismo internacional e a crise financeira mundial empurram o mundo para a unidade e na direção de um último “gigante mundial” profetizado na Bíblia. A revista factum publicou um artigo que dizia: “...Os sinais dos tempos chamam a atenção e lembram que estamos na última etapa da história da humanidade. Os seis primeiros juízos dos selos do Apocalipse prevêem rupturas políticas, sociais, econômicas e militares que remetem ao que já vivemos hoje”.[6]
A Bíblia é clara quando fala de uma reunificação mundial, liderada por um “gigante” anticristão, a quem o dragão dará sua força, seu trono e seu poder absoluto (Ap 13.2). “Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem” (Ap 17.12-13).
Diante de tudo isso, não é surpreendente que o presidente alemão, Horst Köhler, afirmou que desejaria que os governos escolhessem “alguns sábios” para regulamentar o mundo globalizado.[7] Ou que Kofi Annan (ex-Secretário-Geral da ONU) tenha enfatizado o fato de que a crise só poderá ser resolvida de forma global.[8]
Já nos acostumamos a expressões como “cúpula econômica mundial”, “sistema financeiro mundial”, “ordem financeira mundial”, “controle financeiro mundial”, “fórum econômico mundial”. Ultimamente, também ouve-se falar cada vez mais de uma “entidade ou banco central mundial”.
Fica claro que os eventos descritos no último livro da Bíblia terão de se cumprir e que isso acontecerá de forma repentina e rápida. Os rumos estão sendo estabelecidos hoje. É preciso formar uma plataforma para o futuro reino mundial anticristão e seu líder. Para isso é preciso que haja unidade e, através de manobras de engano em massa, também deverá ser produzida uma nova prosperidade.
A depressão na década de 1930 na Alemanha selou o fim da democracia parlamentarista. Hitler subiu ao poder.
A depressão na década de 1930 na Alemanha selou o fim da democracia parlamentarista. Hitler subiu ao poder. Com mentiras, enganos, sedução e uma nova prosperidade econômica o país galopou em direção à catástrofe da ditadura, da Segunda Guerra Mundial, da perseguição aos judeus e, finalmente, da derrocada total do “Terceiro Reich”. As crises atuais parecem servir para preparar os acontecimentos do Apocalipse. Elas clamam por segurança confiável, por uma nova ordem mundial, impelem a globalização e exigem um homem forte, um gigante mundial.
Exemplos da mídia
• Romano Prodi (ex-primeiro-ministro da Itália) disse: “Não temos alternativa senão formar os Estados Unidos da Europa”.[9]
• Em um artigo, a revista Die Zeit lamentou que não haja um “líder global” adequado em vista e considerou Barack Obama como “o presidente mundial certo para o século 21”.[10] O noticiário suíço 10 vor 10 tratou do tema “Barack, o salvador”. Em todo o mundo, os meios de comunicação competiram para publicar relatos eufóricos a respeito dele. Ele foi chamado de “Messias” com freqüência cada vez maior. No Portão de Brandenburgo (em Berlim) 200.000 pessoas o aclamaram, mesmo sem conhecer seu programa de governo. O então presidente George W. Bush, que se declarava cristão, era demonizado e odiado, mas as mesmas massas aclamaram um homem que mal conheciam. Isso tudo é um bom exemplo para o futuro. Individualmente, as pessoas podem ser inteligentes, mas as massas sempre estão sujeitas à sedução. A história prova isso, e as conseqüências são assustadoras.
• O ex-secretário da Economia dos EUA, Prof. N. Cooper, já dizia em 1984: “Para o próximo século sugiro uma alternativa radical: a criação de uma moeda comum para todas as democracias industriais, com uma política cambial comum e um banco comum para a fixação de uma estratégia monetária (...) Como países independentes podem conseguir isso? Precisarão entregar o controle da política cambial a uma corporação supranacional”.[11]
• Neste contexto uma declaração do presidente francês Nicolas Sarkozy não causa qualquer espanto: “Durante anos tentamos alcançar algo. A crise deve ser aproveitada como a oportunidade para que ela não se repita. Precisamos de uma economia de mercado humana que funcione. Isso só é possível com regras. Essas regras precisam ser definidas em âmbito global (...) precisamos de uma resposta global para uma crise global...”[12]
• A revista Veja lamentou a falta de um líder político adequado para o mundo, que precisa do estadista certo.[13]
As crises econômicas preparam o mundo para o gigante mundial que virá.
4. O Juiz está diante da porta, e um dia o homem estará diante do Juiz
“Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg 5.9).
Cada homem será julgado, e nada será esquecido diante de Deus: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10). “Os pecados de alguns homens são notórios e levam a juízo, ao passo que os de outros só mais tarde se manifestam” (1 Tm 5.24).
Diante do prédio da nossa missão na Suíça há um hotel muito bonito, chamado Sonnental (= Vale do Sol). Ele foi reformado e parcialmente reconstruído por dentro e por fora, com novas dependências e bela decoração. As cores são lindas e o atendimento é excelente. Há nele um grande spa e um restaurante de primeira linha. O Sonnental desfruta de uma boa reputação. Há algum tempo aconteceu algo estranho: uma parte do piso do estacionamento afundou. O buraco era tão grande que um caminhão poderia ter caído nele. O motivo era a existência de uma fossa negra naquele local, da qual ninguém tinha conhecimento e que não aparecia em nenhum documento ou planta.
Uma camada de terra de 2 metros de espessura cobria a fossa. O nível inferior da fossa estava 4,5 m abaixo do piso do estacionamento. Ela tinha sido desativada há muito tempo sem ter sido limpa. Como o conteúdo é muito ácido, com o tempo ele corroeu a cobertura de concreto e causou o desabamento. Cerca de 70m3 de esgoto que ainda estavam na fossa tiveram de ser aspirados por uma firma especializada e levados embora em dois caminhões-tanque. No lugar do esgoto o buraco foi preenchido com 70m3 de bom material e assim o problema foi resolvido.
Um engenheiro comentou: “O fato de a fossa não ter sido esvaziada na época foi um grave crime ambiental, e as conseqüências estão se mostrando hoje. Ninguém sabe quanto esgoto penetrou no lençol freático, já que o seu nível neste local é mais alto que o nível inferior da fossa”.
Esse não é um bom exemplo para os seres humanos? Por fora muitos são um “Vale do Sol”, mas por dentro está escondida uma fossa negra. Por fora as aparências são ótimas, mas interiormente a profunda fossa dos pecados ainda não foi limpa. Os pecados corroem nossa vida e podem causar grandes danos. Porém, quem permite que Jesus a limpe e depois a preencha  com seus dons, experimentará a verdade bíblica: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.7-9). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Notas:
  1. NT, Heinz Schumacher, Hänssler, pg 916, comentário 28.
  2. “Blickfeld”: “Das Seiende, das vergeht, und das Bleibende, das kommt”.
  3. israel heute, abril de 2008, PF. 28.
  4. factum 4/2008, p. 44.
  5. Reuters.com, 11 de outubro de 2008, 12h40.
  6. NZZ, 20 de novembro de 2008, International, pg. 7.
  7. factum 8/2008, p. 6.
  8. TOPIC, outubro de 2008, p. 5.
  9. www.bundesregierung.de “Mitschrift Pressekonferenz: Pressekonferenz Bundeskanzlerin Merkel und Präsident Sarkozy”, 12 de outubro de 2008.
  10. Veja, 1 de outubro de 2008.
Norbert Lieth É Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Bento 16 estava "esgotado há muito tempo", revela biógrafo em entrevista

Berlim, 16 fev (EFE).- O biógrafo do papa Bento 16 e autor do livro-entrevista "Luz do Mundo", o alemão Peter Seewald, afirmou, em depoimento publicado neste sábado, que Joseph Ratzinger estava "esgotado há muito tempo", e negou que a renúncia tenha a ver com o chamado "escândalo Vatileaks".

Segundo revelou o jornalista, há cerca de 10 semanas, Bento 16 havia dito "não se pode esperar muito mais de mim". Em entrevista ao jornal alemão "Focus", Seewald admitiu ter se reunido repetidas vezes com o papa, no Vaticano, nos últimos meses.
O último desses encontros, Ratzinger respondeu à pergunta do biógrafo sobre o que poderia se esperar de seu pontificado. A resposta, para ele foi reveladora. "Sou um homem idoso, as forças me abandonam. Acho que basta o que fiz até agora".
Seewald afirmou que nunca havia visto Bento 16 tão esgotado e complementa explicando que seu terceiro livro, sobre Jesus Cristo, foi concluído "com suas últimas forças".
Sobre o caso do "Vatileaks", em alusão ao vazamento de informações de seu mordomo, Seewald afirma que a renúncia, marcada para dia 28 de fevereiro, não tem relação, apesar de admitir que a traição causou "grande decepção" ao pontífice.
O escritor explica em diversas conversas ficou claro para ele que, o papa considera que na investigação do assunto deve ser "preservada a independência da Justiça", e que Bento 16 não pretendia atuar na questão. EFE




































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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O papado e a profecia de Apocalipse 17



Como entender a profecia de Apocalipse 17:9-11?

Vem sendo apresentada em nossas igrejas uma abordagem profética de Apocalipse 17:9-11 distinta da linha tradicional historicista de interpretação que, por anos, sustentamos. O texto contém a explicação dada pelo anjo a João, das sete cabeças da besta escarlate: “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.” A abordagem tenta identificar os sete reis aí referidos, e é de fato uma interpretação da interpretação feita pelo anjo, esta, sem dúvida, com o aval divino, o que não se pode garantir quanto àquela.

A mulher é identificada, no verso 18, como a cidade que domina sobre a Terra. Por implicação, temos que admitir que Roma está sendo referida. Esse fato é confirmado na interpretação do anjo, quando ele afirma que as sete cabeças da besta “são sete montes, nos quais a mulher está assentada”. Que Roma é a cidade das sete colinas não é novidade para ninguém. Mas, e quanto aos sete reis, também representados pelas sete cabeças?

Segundo essa abordagem, os sete reis são os sete papas que governam a Igreja Católica a partir de 11 de fevereiro de 1929, quando o Cardeal Gasparri e Benito Mussolini assinaram o Tratado de Latrão, estabelecendo o Estado do Vaticano e assegurando à Santa Sé independência absoluta e soberania de caráter civil e político. A abordagem se fundamenta em três premissas básicas:

1. A cura da ferida mortal requer a volta ao papa da soberania religiosa e secular, tal como ele detinha antes de receber a ferida. Assim a ferida começou a ser curada em 1929.

2. O contexto de tempo de Apocalipse 17 é este final de milênio, pois desde 1929 passaram cinco papas. A Igreja hoje é conduzida por João Paulo II, o “sexto rei” da profecia. [Este artigo foi escrito em 1999; portanto, segundo essa compreensão da profecia, Bento XVI seria o sétimo rei.]

3. O sucessor de João Paulo II deverá “reinar” por “pouco tempo”, não porque morrerá logo, mas porque convidará o “oitavo rei” a que ocupe o trono do Vaticano. O “oitavo rei” é o diabo, personificando Jesus. Obviamente, o papa não continuará conduzindo a Igreja se aquele que ele pensa tratar-se de Jesus, o fundador dela, está presente pessoalmente e visivelmente no mundo. Esse oitavo papa naturalmente contará com a admiração e sujeição do mundo todo, e o levará finalmente a combater a igreja remanescente na intenção de destruí-la na batalha do Armagedon.

O assunto é explorado pelo Dr. Robert N. Smith Jr., adventista leigo do Texas, em seu livro The Sixth King – “666” and The New World Order, obra publicada em 1993. Outros autores norte-americanos, todavia, se anteciparam ao Dr. Smith Jr., entre eles o Dr. Robert Hauser, da Califórnia, autor de Give Glory to Him – The Sanctuary in the Book of Revelation, publicado dez anos antes. Os referidos autores participam de ministérios independentes na América, alguns dos quais operam à revelia da organização adventista, e livros dessa natureza, em geral, não contam com o apoio oficial da Igreja, havendo razões para isso.

Algumas inquietudes

Podemos, por exemplo, imaginar a reação imediata a essa interpretação: muito interesse, excitação, e até mesmo alvoroço. Afinal, não podemos esperar outra coisa, considerando que: (1) o atual papa [João Paulo II], com quase 80 anos, está com a saúde muito debilitada e poderá morrer a qualquer momento; (2) segundo a interpretação, o próximo papa vai durar pouco [o que ocorreu de fato], e será o último antes de o diabo contrafazer a volta de Jesus; e (3) quando tal contrafação acontecer, a porta da graça seguramente já terá sido fechada. Fascinante!!!

Mas há questões que precisam ser encaradas: É de excitação que necessitamos, ou de um reavivamento que nos leve a uma completa consagração a Deus? Considerando que os proponentes dessas “novas luzes” acabam reinterpretando períodos proféticos (tais como os 1.260, 1.290 e 1.335 dias de Daniel 12), com uma aplicação futurista (portanto, contrariando o critério historicista adotado pela Igreja), aplicação que os leva automaticamente a tentativas de cálculo do tempo para a volta de Jesus, seria correto que os líderes da Igreja aplaudissem essas interpretações e escancarassem as portas para acolhê-las? Não é verdade também que esses proponentes geralmente criticam a organização e nossos pastores, afirmando que são negligentes por ocultar ao povo as “verdades”?

E no que respeita à interpretação propriamente dita, conta ela com um claro “assim diz o Senhor”? Se sim, onde se encontra? Se não, é um risco a Igreja acatar como verdade a interpretação meramente humana de uma profecia ainda por cumprir. E depois, se os fatos tomam outra direção, como fica a Igreja? Que desculpa dará ao mundo e aos próprios membros, pelos equívocos da mensagem anunciada?

E as interpretações alternativas? Não deveriam igualmente ser consideradas? São os proponentes da “nova interpretação” os donos da verdade? É toda ela coerente com o sentido geral das profecias bíblicas?

A trajetória papal desde 1798

Um breve levantamento de fatos que marcaram a trajetória do papado, desde que a ferida mortal de Apocalipse 13:3 foi aplicada, ajuda-nos a notar a evolução da cura. Entendemos que a ferida se deu em 20 de fevereiro de 1798, quando Bertier, a mando de Napoleão Bonaparte, aprisionou Pio VI e o desterrou. Pio VI morreu no exílio no ano seguinte. A Igreja Católica ficou sem um chefe supremo até 14 de março de 1800, quando o conclave de Veneza apontou um novo papa, Pio VII, que governou até 20 de agosto de 1823.

Embora o primado de Pio VII tenha sido marcado por altos e baixos, é possível entrever na posse do novo papa o começo da recuperação do poder antes desfrutado pelo mandatário da Igreja, recuperação profeticamente conhecida como a cura da ferida mortal.

Em 15 de agosto de 1801, Pio VII assinou a concordata com Napoleão, garantindo o restabelecimento da Igreja na França, embora submissa ao Estado. Em 2 de dezembro de 1804, o papa esteve presente em Paris para a proclamação de Napoleão como imperador da França. Foi aprisionado em Roma, em 1809, e retido em Savona e Fontainebleau. Retornou, porém, para Roma em 1814, exatamente quando Napoleão era obrigado a renunciar à coroa. No ano seguinte, no congresso de Viena, foram recuperados os Estados pontificais, antes anexados à França por Napoleão. O papa, assim, voltava a exercer igualmente o poder temporal de que estava investido desde 756, quando Pepino o Breve, rei dos Francos, doou à Igreja o conhecido patrimônio de São Pedro, mais tarde também reconhecido por Carlos Magno. Esse patrimônio reunia dois Exarcados: o de Ravena e o de Pentápole.

De 28 de agosto de 1823 a 10 de fevereiro de 1829, Leão XII assumiu o governo da Igreja, e estabeleceu concordatas com vários países, entre eles a Alemanha, a Suíça e a Holanda, todos protestantes. Os dois papas seguintes, Pio VIII e Gregório XVI, combateram determinadas pressões anticlericais, como a maçonaria e o liberalismo. Pio IX acabou perdendo os estados pontificais em 1870 com a derrota das tropas papais para os piemonteses que lutavam pela unificação da Itália. A partir desse ano, o poder temporal do papa esteve restringido ao palácio do Vaticano. Pio IX, e os quatro papas seguintes, Leão XIII, Pio X, Benedito XV e Pio XI, passaram então a ser considerados virtualmente prisioneiros do Vaticano, até que em 11 de fevereiro de 1929, através do Tratado de Latrão, ficava estabelecido o Estado do Vaticano, e concedia-se à Igreja, através da concordata italiana, plenos direitos de cooperação e participação na vida militar, social e na educação.

Devemos notar que mesmo os papas que foram considerados prisioneiros do Vaticano exerceram decidida influência não só na Igreja mas também no mundo. Leão XIII empenhou-se na restauração do prestígio da Igreja por uma tomada de posição em favor da classe operária e da abolição da escravatura. Buscou também a plena reconciliação com a França. Benedito XV, com seu denodado esforço de intermediar com as nações em conflito na I Grande Guerra, promoveu a troca de prisioneiros e incentivou, com a encíclicaPacem Dei, de 23 de maio de 1920, a reconciliação entre beligerantes. Isso pode significar que a ferida mortal não passou a ser curada apenas a partir de 1929. Nesse ano foi dado um importantíssimo passo no processo de cura, que, entretanto, foi iniciada antes.

Após o Tratado de Latrão, a Igreja se envolveu mais e mais em assuntos sociais. Em 1931 e 1937, Pio XI emitiu as encíclicas Non abbiamo bisogno eMit brennender Sorge, em que condenou os abusos do fascismo e do nazismo, embora tivesse abençoado as tropas italianas que partiam para a guerra em apoio à Alemanha. Também em 1937 foi lançada a encíclica Divini Redemptoris, em que o comunismo foi condenado.

Pio XII revelou-se um profundo conhecedor dos problemas internacionais, pronunciando vários discursos sobre questões de natureza social. João XXIII se destacou pela convocação do Concílio Vaticano II, em que a união da cristandade foi um ponto de referência. A partir especialmente de João XXIII, a Igreja adquiriu uma feição renovada e moderna, em que o antigo radicalismo cedeu lugar a um sentimento de tolerância e abertura a grupos não católicos, inclusive os de fora da cristandade.

Paulo VI deu continuidade ao plano de expansão da atuação católica no mundo, e a abertura proposta pelo referido Concílio, enquanto que o papa seguinte, João Paulo I, não teve tempo de atuar, pois permaneceu no poder de 21 de junho a 6 de agosto de 1978, apenas.

Finalmente, o papa atual [em 1999], João Paulo II, desde 16 de outubro de 1978, tem-se tornado o Estadista dos Estadistas. Polonês de nascimento, seu primado, sem sombra de dúvida, contribuiu substancialmente para o fim do império soviético. Cada vez mais reconhecido em todo o mundo pelas famosas “peregrinações”, suas viagens a diversos países, incluindo a nação mais protestante do mundo, os Estados Unidos, ele, com seu carisma, tem-se imposto como um elemento de impacto, movendo a opinião pública, e incentivando profundas reformas de caráter político, social e religioso, que [priorizaram] o homem, seus valores e direitos. Não é por mero acaso que, mesmo governantes não cristãos, como Saddam Hussein, do Iraque, busca[ra]m o apoio e a intermediação papal em assuntos internacionais.

[Era] visto como o líder mundial por excelência, que encarna[va] os anseios e direitos dos oprimidos, e [tinha] possíveis respostas para as inquietações de uma sociedade cada vez menos segura de seu destino. E tudo sem o mínimo afastamento das prerrogativas que a Igreja tradicionalmente advoga e sustenta, e que exigem uma unidade de pensamento e ensino teológico, e também o reconhecimento. A Igreja apenas se adapta a uma nova realidade, mas continua sendo o que sempre foi: a única, da qual membros de outras agremiações são apenas irmãos separados, que devem ser reconduzidos à liderança do único pastor.

Daí o empenho pela união da cristandade, tão claramente definida na encíclica Ut unun sint, para cuja efetivação a guarda do domingo seria um fator primordial e imprescindível, como se observa nas entrelinhas de suaCarta Apostólica Dies Domini. E da união cristã, partir então para a união fraterna do mundo, para o que João Paulo II [propôs], no grande jubileu que [marcou] a abertura do terceiro milênio, uma coalizão de forças.

“Nova interpretação”

A interpretação que aponta o papa [João Paulo II] como o sexto rei de Apocalipse 17:9 e 10 exige, para ser correta, que o processo de cura da ferida mortal comece em 1929. É crido que isso aconteceu, considerando-se que o Tratado de Latrão proveu a formação do Estado do Vaticano, e consequentemente a volta do poder temporal ao papa, e que isso é um passo decisivo inicial para conduzir o papado ao domínio do mundo.

Mas essa ideia esbarra no fato de que a cura restaura uma supremacia que não implica necessariamente a posse do poder temporal, já que a mesma, anteriormente exercida por 1.260 anos, de 538 a 1798, nem sempre contou com esse tipo de poder. De fato, o papado obteve o poder temporal, como já se viu, só em 756. Em outras palavras, por quase 220 anos, exatamente de 538 a 756, o papado exerceu a supremacia sem contar com o poder temporal. Por que, então, seria necessário agora, para se iniciar o processo de recuperação da supremacia perdida, que o poder temporal fosse reassumido? Assim, é questionável que o processo tenha se iniciado em 1929. Seria mais natural admitir que isso tenha acontecido com a ascensão de Pio VII, em 1800.

Ademais, Pio VII retomou os estados pontificais em 1815. Por que então não adotar esse ano em lugar de 1929? Seria porque em 1870 o papado tornou a perder o poder temporal? Nesse caso, de quantas feridas mortais nos fala a profecia? Uma, duas, quantas? E teria ocorrido o começo de um segundo processo em 1929?

Além disso, parece que Ellen G. White via em andamento, já em seus dias, o processo da cura. Ela escreveu em 1888: “A influência de Roma [...] está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder: [Apocalipse 13:3 é citado]. A inflição da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: [a segunda parte de Apocalipse 13:3 é citada]. Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (2Ts 2:8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: ‘Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida’ (Ap 13:8). Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma. [...]

“Nos acontecimentos que ora estão a ocorrer, percebe-se rápido progresso no sentido do cumprimento da profecia. Com os ensinadores protestantes há a mesma pretensão de autoridade divina para a guarda do domingo, e a mesma falta de provas bíblicas, que há com os chefes papais. [...] A asserção de que os juízos divinos caem sobre os homens por motivos de violarem o repouso dominical será repetida. Já se ouvem vozes nesse sentido. E o movimento para impor a observância do domingo está rapidamente ganhando terreno.

“A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados” (O Grande Conflito, p. 578, 579). Os meios que ela empregou no passado são a força do poder civil.

Os tempos são solenes

O decreto dominical culminará na cura da ferida. Algumas das organizações protestantes que já propuseram ou estão hoje propondo uma legislação dominical de caráter civil nos Estados Unidos, são: National Reform Association (Associação Nacional de Reforma), International Reform Bureau (Associação Internacional de Reforma), e Lord’s Day Alliance of Christ in America (Aliança Cristã do Dia do Senhor na América).

Certas entidades de direita, como Christian Coalition (Coalizão Cristã) e Focus on the Family (Focalizando a Família), cada vez mais se empenham junto ao governo pelo apoio a projetos de natureza sócio-religiosa. Para alguns, o ideal seria uma vinculação Igreja/Estado, para que as demandas fossem efetivamente atendidas e cumpridas. Se isso acontecer, não há dúvida, o cumprimento, por força de lei, de deveres religiosos, incluindo a observância do domingo, se tornará logo uma realidade. Os dias atuais, no que respeita às previsões proféticas, são de solene importância. Estejamos atentos.

Como, então, encarar essa nova linha de interpretação dos sete reis? Não com incredulidade. Mas também não com entusiasmo tal que a consideremos uma verdade infalível. O próprio Dr. Smith Jr. recomenda cautela: “A inspiração tem estado silente quanto à identificação das sete cabeças. Absolutamente não existe indicação alguma de que essas cabeças representam nações ou indivíduos dentro de um sistema organizado de forças antideus. É imperativo, portanto, que procedamos com cautela em qualquer tempo em que venhamos predizer uma profecia não cumprida. Ninguém pode fazer uma declaração dogmática sobre o que está para vir” (The Sixth King, p. 120).

Não nos esqueçamos de que essa nova interpretação é, para todos os efeitos, uma simples hipótese e nada mais que isso; só o tempo a comprovará como verdade ou equívoco. Se lhe fecharmos o coração e ela finalmente for comprovada, poderemos nos prejudicar. Mas se a anunciarmos aos quatro ventos como verdade e então se comprovar que ela foi um grande equívoco, será uma pedra de tropeço.

A Igreja e o mundo não precisam nem de alarmismo nem de sensacionalismo. Afinal, temos tantas verdades que contam com um claro “assim diz o Senhor”, e que devem ser estudadas e proclamadas, que qualquer empenho com simples hipóteses é simplesmente irrelevante. E vivamos de tal forma que, se Cristo vier amanhã, ou ainda hoje, louvado seja o Seu nome. Estejamos prontos para saudá-Lo e para nos reunir com Ele.

O tempo para o qual a visão se aplica

Há claros indícios de que a profecia de Apocalipse 17 se cumpre nos dias finais:

1. É um dos sete anjos que portam as sete pragas que se comunica com João (v. 1).

2. A visão alude a um evento escatológico, o “julgamento” da meretriz (v. 1). Devemos notar que a palavra grega para julgamento aqui é kríma, que significa “sentença, veredito”, em contraste com krísis, “juízo”, em Apocalipse 18:10, que se aplica mais à execução do julgamento.

Naturalmente, a sentença vem antes da execução. A primeira é dado algum tempo antes da volta de Jesus, através do juízo investigativo iniciado em 1844. Entendemos que nesse ano começou o julgamento do povo de Deus e não dos poderes iníquos, mas não devemos esquecer que a absolvição dos santos resulta em simultânea condenação de seus opressores. Apocalipse 18:24 diz que em Babilônia “se achou sangue de profetas, de santos, e de todos os que foram mortos sobre a terra”. A expressão “se achou” evoca a ideia de um juízo investigativo, a exemplo de Daniel 12:1 e Apocalipse 20:12 (ver O Grande Conflito, p. 480-482).

A execução da sentença contra a mulher, no contexto desse capítulo, é dada imediatamente antes da volta de Jesus (v. 16). Talvez devêssemos considerá-la uma execução preliminar, já que é no fim do milênio que o mundo ímpio será definitivamente destruído (Ap 20:9).

3. O pleno domínio das nações da Terra, por parte da besta, no capítulo 13 (o que corresponde, no capítulo 17, à mulher assentada “sobre muitas águas”, ou cavalgando a besta escarlate, veja o tópico seguinte) ocorre com a cura da ferida mortal (v. 3, 7, 8), tornada possível com o auxílio da segunda besta (v. 12-17). Esta representa a maior nação protestante do mundo, os Estados Unidos.

A ferida mortal foi aplicada no papado em 1798, ao Bertier, sob Napoleão Bonaparte, aprisionar Pio VI, como vimos. Considerando que o romanismo ainda não tem o domínio total das nações, temos que convir que a cura completa aguarda pelo futuro próximo. Apocalipse 17:8 afirma que a besta “era” (indica o papado como elemento perseguidor antes de 1798), “não é” (indica o papado impossibilitado de exercer um domínio opressor durante o tempo em que a ferida mortal não está totalmente curada), “mas aparecerá” (indica o governo papal plenamente restaurado, de posse agora do domínio mundial e exercendo novamente o poder de perseguição).

4. É-nos dito também que a besta “está para emergir do abismo” (v. 8). Há dois modos de interpretarmos essa afirmação: o primeiro é considerá-la na perspectiva da cura da ferida mortal, o que estabeleceria o ponto focal de tempo do cumprimento profético como aquele que antecede imediatamente a restauração papal. O segundo será referido adiante.

5. A mulher é identificada como “a mãe das meretrizes” (v. 5). Se a mulher representa o poder religioso romano, suas “filhas”, também mulheres, devem representar outros sistemas religiosos que, no contexto desta profecia, se lhe submetem e a apoiam.

Na verdade, várias dessas “filhas” nem sempre foram filhas, pois houve uma época em que o protestantismo era fiel ao seu legado. É a partir do verão de 1844, quando a segunda mensagem angélica (“caiu, caiu Babilônia”) começou a ser pregada (ver O Grande Conflito, p. 602), que as igrejas evangélicas nominais passam a se desviar da verdade, apostatam e acabam finalmente se submetendo ao domínio maternal de Babilônia. Sabemos que uma combinação de espiritismo, protestantismo apostatado e catolicismo (com a provável adesão de outras forças religiosas da Terra, como o judaísmo, o islã e religiões do extremo oriente) em apoio ao papado concorrerá para a culminação da cura da ferida mortal. Isso resultará na supremacia romana com força total, isto é, de forma muito mais ampla que aquela que ocorreu antes que a ferida mortal fosse aplicada.

6. Finalmente, a besta de Apocalipse 17, representando as nações da Terra sobre as quais o poder romano religioso efetivará seu poder político, não se assemelha apenas à primeira besta do capítulo 13, mas também ao dragão do capítulo 12. Enquanto a besta semelhante ao cordeiro, a segunda do capítulo 13, seduz o mundo todo a que façam “uma imagem à [primeira] besta” (v. 14), identificada como imagem da besta no verso 15 e em Apocalipse 14:9, 15:2, 16:2, 19:20 e 20:4, é evidente que as nações do mundo só serão semelhantes ao dragão quando a porta da graça se fechar, pois só aí a humanidade estará dividida em dois grupos: os salvos, que refletirão plenamente a imagem de Jesus, e os perdidos, que refletirão plenamente a imagem de satanás. Isso será assim, mesmo porque a imagem da besta é na realidade a imagem do dragão. Formar a imagem de um é, na verdade, formar a imagem do outro.

Portanto, a visão do capítulo 17 aponta especificamente para o tempo do fim como ocasião do seu cumprimento, com ênfase no momento em que o poder representado pela primeira besta de Apocalipse 13, plenamente restabelecido de sua ferida mortal, domina sobre os reinos da Terra, agora desfigurados na imagem do dragão e comportando seu caráter.

Não deveríamos, entretanto, radicalizar o aspecto de tempo da profecia, julgando que nada do que é dito em Apocalipse 17 se aplique à época do escritor. Talvez a melhor atitude seria considerar o tempo com duas aplicações, uma ligada à transmissão da profecia, e outra ao seu cumprimento. Parece impróprio, por exemplo, que a declaração do verso 18 não deva ser entendida na perspectiva da época do profeta.

Identificação da besta e da mulher

A descrição dessa besta é praticamente idêntica à do dragão do capítulo 12 e da besta semelhante ao leopardo do capítulo 13, com apenas uma aparente diferença: os chifres da besta do capítulo 13 estão ornados com coroas, o que não é dito da besta do capítulo 17. Todavia, o anjo, neste capítulo, interpreta esses chifres como sendo “dez reis” que exercerão autoridade com a besta por um tempo bastante curto (v. 12).

Embora a não menção de coroas no capítulo 17 possa comportar algum significado profético específico (alguns acham que isso seria um indício de que o regime político que caracterizará o maior número de nações no final da História será a democracia), seria normal considerar o detalhe das “coroas”, em 13, como estando em paralelo com o detalhe dos “reis”, em 17. Quanto ao dragão do capítulo 12, as coroas aparecem sobre as cabeças e não sobre os chifres, como em 13. Mas devemos notar que o anjo do capítulo 17 igualmente interpreta as cabeças como “reis” (v. 9), o que estabeleceria o mesmo paralelo. Além do mais, “vermelho”, a cor do dragão em 12:3, estaria em paralelo com “escarlate”, a cor da besta em 17:4.

A identificação do dragão é dada pelo próprio Apocalipse. Ele é “a antiga serpente, que se chama diabo e satanás” (12:9). Tradicionalmente, temos interpretado a primeira besta do capítulo 13 como uma figuração profética do sistema romano de governo eclesiástico, especificamente o papado. A besta do capítulo 17, a nosso ver, aponta basicamente para o próprio Satanás em distintas manifestações que vão desde a forma mais usual, através de indivíduos, regimes religiosos e políticos, e nações, que se consagram ao seu serviço, até o clímax da manifestação pessoal e direta. Na verdade, a manifestação de Satanás quando velada em seu verdadeiro caráter, aparece na forma de bestas, e quando declaradamente demoníaca, na forma de dragão. Por exemplo, no fim do milênio, apenas o dragão estará de volta. Nenhuma besta marcará presença porque a volta de Jesus, ocorrida mil anos antes, terá desmascarado toda a pretensão e forma velada de engano utilizadas por Satanás em seus seis mil anos de domínio na Terra. É por isso que é declarado que “a besta e o falso profeta” (o mesmo poder representado pela segunda besta do capítulo 13) são lançados no lago de fogo por ocasião da segunda vinda, e não no fim do milênio (Ap 19:21).

Inicialmente, a besta do capítulo 17 representa as diferentes nações que compõem o imenso mar da humanidade, e que, num futuro não muito distante, estarão sendo conduzidas pelo poder religioso representado pela mulher cavalgando a besta. Essa conclusão naturalmente emerge quando alguns pontos desse capítulo são considerados:

1. É dito que a mulher se assenta “sobre muitas águas” (v. 1).

2. Somos informados de que essas águas representam “povos, multidões, nações e línguas” (v. 15).

3. Ao João ser transportado em visão “a um deserto” para ver o que o anjo disse que veria, isto é, uma mulher assentada “sobre muitas águas”, ele vê, sim, uma mulher, mas assentada sobre uma “besta escarlate” (v. 3). Logo, a besta desse verso está em paralelo com “muitas águas”, dos versos 1 e 15. Vista por esse ângulo, a besta significa o que águas significam, a humanidade dividida em “povos, multidões, nações e línguas”, unidos sob um poder maligno. E nesse tempo, como já vimos, as nações serão o reflexo de satanás.

4. Na visão, a mulher aparece conduzindo a besta, pois a está cavalgando (o que corresponde à mulher assentada sobre muitas águas). Na interpretação o anjo diz que a mulher é “a grande cidade que domina sobre os reis [reinos] da terra” (v. 18). Observe que o verbo “dominar” aparece no presente do indicativo, “domina”. Se perguntarmos qual era a cidade que reinava sobre as nações da Terra quando o Apocalipse foi escrito, uma só resposta é possível: Roma. E se Roma é representada pela primeira besta do capítulo 13, temos que convir que essa besta equivale, em sua dimensão religiosa, à mulher do capítulo 17, e, em sua dimensão política, à besta desse capítulo. Em outras palavras, interpretando a mulher, o Apocalipse nos sugere igualmente esse aspecto da identidade da besta, os reinos da Terra onde a mulher efetiva o seu domínio.

Mas a besta aponta, particularmente no que respeita às suas cabeças, também a poderes na História que se colocaram nas mãos do diabo para o cumprimento de seus propósitos. Ao falar que a besta é o oitavo rei, quando de fato a profecia menciona sete reis e não oito, ficamos com a impressão de que a besta é a própria corporificação deles, e que ao final o maligno estará de volta para dominar com força total.

Assim, tanto a mulher como a besta representam a dominação romana, correspondendo a primeira, como diz o Comentário Bíblico Adventista, ao poder religioso, e a segunda ao poder político ou civil (CBA, v. 7, p. 851), tornado efetivo, naturalmente, em seu domínio das nações. A figura do oitavo rei também é sugestiva da restauração desse domínio.

Finalmente, essa besta representa Satanás em sua manifestação direta e pessoal no mundo, para executar sua derradeira obra de engano. O anjo afirma que ela emergirá do abismo e caminhará para a perdição (v. 8). A segunda maneira de interpretar essa afirmação é considerar a besta como o próprio dragão que, durante o milênio, estará retido no “abismo” e de lá será solto ao final para novamente exercer o domínio das nações, enganá-las, e então caminhar com elas para a destruição (Ap 20:1-3, 7-10).

A identidade dos sete reis

Tradicionalmente, sustentamos duas maneiras de interpretar os sete reis de Apocalipse 17:9 e 10. A primeira considera esses reis como representativos de sete diferentes formas de governo empregadas pelos romanos no transcurso de sua história: realeza, consulado, decenvirato, ditadura, triunvirato, império e papado. A segunda considera as sete cabeças como representações de poderes terrestres que historicamente exerceram domínio no mundo e oprimiram o povo de Deus: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma Imperial e Roma Papal.

As duas formas de interpretação coincidem no significado do verso 10. O tempo aí referido deve ser considerado do ponto de vista da comunicação profética e não do seu cumprimento. Seria, então, o tempo do próprio profeta, quando cinco formas do governo romano ou cinco reinos que oprimiram o povo de Deus eram coisa do passado, um existia, Roma Imperial, e a seguinte, Roma Papal, ainda viria. O oitavo rei seria o papado plenamente curado de sua ferida mortal, o que conforma com a declaração de que ele “procede dos sete” (v. 11).

A afirmação de que o sétimo rei, “quando chegar, tem de durar pouco” (v. 10) aparentemente contraria as duas formas de interpretação acima, pois 1.260 anos, o tempo da supremacia papal de 538 a 1798, seria considerado um tempo longo, principalmente se comparado com a duração do domínio dos seis poderes precedentes. Mas devemos lembrar que muitas das declarações do Apocalipse transcendem a mera literalidade dos termos empregados, e comportam um significado essencialmente teológico ou espiritual.

Assim, o Apocalipse se harmoniza com o restante do Novo Testamento ao afirmar que o tempo que transcorre entre a cruz e a volta de Jesus, é, na realidade, pequeno, não importa a extensão dele, pois a salvação agora já está consumada e a extinção do pecado inevitavelmente ocorrerá. O escritor sagrado, por exemplo, registrou em Hebreus 10:37 que “ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá e não tardará”. Esse “pouco tempo”, entretanto, já alcança quase dois mil anos. Da mesma forma, o Apocalipse fala das coisas “que em breve hão de acontecer” (algumas das quais não se cumpriram ainda), “que o tempo está próximo”, e que, a partir da cruz, o dragão está irado, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 1:1; 22:10; 12:12).

Conclusão

Como afirmado anteriormente, a teoria do sexto rei não é mais que isso: uma teoria. Como tal, ela ainda será testada no laboratório da História. Nem devemos fechar o coração a ela, nem aceitá-la como revelação de Deus.

É verdade que a interpretação tradicional que sustentamos, a exemplo da teoria do sexto rei, não conta com um claro “assim diz o Senhor” através do Espírito de Profecia (pelo menos até agora o presente escritor não conseguiu localizar qualquer referência a respeito, nos escritos de Ellen White). Mas a grande diferença é que o que oficialmente ensinamos está em consonância com o historicismo como linha de interpretação por nós adotada, o que significa que é uma verdade com respeito ao passado e ao presente; e o ponto que toca o futuro, o oitavo rei, respalda-se na afirmação do Espírito de Profecia de que o poder papal será restaurado. Mas a teoria do sexto rei cheira a futurismo, e incorre nos riscos que ele representa.

Em matéria de interpretação profética não podemos esquecer que o intérprete não é alguém que, no estrito senso, pré-vê o futuro, mas um aprendiz. A compreensão e a interpretação da profecia se desenvolvem e se aperfeiçoam com a passagem do tempo. Talvez Lutero tenha tido isso em mente quando declarou: “As profecias só podem ser entendidas perfeitamente depois de se cumprirem.” Certamente o grande reformador não percebeu que nesses termos ele acabou definindo uma das premissas básicas do historicismo como recurso de interpretação: o conceito da verdade se amplia conforme os séculos escoam e eventos, há muito profetizados, alcançam um legítimo cumprimento. De fato, a prudência nos ordena respeitar os limites do historicismo.

Devemos, então, atentar para dois pontos importantes: (1) cuidado, muito cuidado em como interpretamos profecias ainda por se cumprir. Enquanto não contamos com um seguro “assim diz o Senhor” confirmando como correta a interpretação, não podemos incondicionalmente aceitá-la como verdade, e muito menos comunicá-la como tal a terceiros; interpretação profética é um terreno muito fértil para a especulação; (2) a profecia não nos deixa em dúvida sobre de onde viemos, quem somos e para onde vamos como Igreja. O cumprimento de Daniel 8:14 marca a nossa origem como o remanescente; a profecia de Mateus 24:14 e Apocalipse 14:6-12 configura nossa missão no mundo hoje; e nosso destino se chama novos Céus e nova Terra nos quais habita a justiça (2Pd 3:13). Somos, portanto, o povo da profecia.

Acordemos de nossa letargia, sacudamos o torpor que nos envolve e disponhamo-nos para o que vem por aí. Em sua trajetória por este mundo a Igreja deparou momentos críticos. Mas ninguém se engane: o pior ainda virá. Por outro lado, Deus já operou coisas grandiosas em favor de Seu povo, mas o melhor e as coisas mais grandiosas igualmente ainda estão por acontecer. Quanto mais negras as trevas, mais fulgurante será a luz de Deus; quanto mais severa a prova mais poderoso o Seu braço para prover libertação; quanto mais ameaçador o inimigo mais retumbante a nossa vitória. Pelo poder da graça.

(Dr. José Carlos Ramos, ex-professor de Teologia no Unasp, campus Engenheiro Coelho; texto originalmente publicado na Revista Adventista de julho de 1999)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Meu texto no OI: Dois extremos de uma questão



A entrevista do pastor evangélico Silas Malafaia no programa De Frente com Gabi deu o que falar. O sucesso foi tanto (na TV e nas redes sociais) que o SBT já pensa em repetir a dose. O “gancho” do programa foi a informação dada pela revista Forbesem matéria na qual se afirma que Malafaia seria dono de uma fortuna avaliada em 300 milhões de reais, o que faria dele um dos pastores evangélicos mais ricos do Brasil. Malafaia se esforçou para provar que seu patrimônio não passa de quatro milhões. Mas o tema que mais despertou polêmica – e a indignação da jornalista Marília Gabriela – foi o casamento de homossexuais e a adoção de crianças por “casais” gays. Dali para diante, a entrevista “esquentou” e assumiu tom de bate-boca.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O QUE É JUSTIÇA


Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça; os retos Lhe contemplarão a face. Sal. 11:7.
 
Só quero justiça”, reclama a mãe diante do cadáver de seu filho de dezesseis anos que acaba de ser assassinado. “Não é justo”, reclama o pai aflito diante dos escombros de sua casa depois que a enchente passou. “Se houvesse justiça não existiriam tantas crianças abandonadas”, raciocina o assistente social diante da gigantesca tarefa de atender aos meninos de rua, cujo número aumenta a cada dia.
Afinal, o que é justiça? Como se faz justiça? O que significa ser justo? Algumas versões traduzem o texto de hoje da seguinte forma: “Porque o Senhor é justo, e ama a justiça...” Na linguagem original não aparece a conjunção “e”. O texto literalmente dá a entender que a justiça é parte da própria natureza divina. Deus não é justo e ama a justiça. Ele ama a justiça porque é justo. Não tem outro jeito de ser. Sua natureza é justa.
Mas o texto não se limita a descrever o caráter justo de Deus. Entra na esfera humana e complementa: “Os retos Lhe contemplarão a face.” Só a luz pode conviver com a luz. As trevas são destruídas pelo poder da luz. Como poderia o homem, sendo injusto, rodeado de trevas, contemplar a face cheia de luz do Deus justo? Seria impossível.
Portanto, se o ser humano quer ser justo, só tem um caminho. Paulo afirma: “Aquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós, para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus.” II Cor. 5:21.
Em Jesus, o ser humano não adquire justiça; torna-se justo. O cristão não quer simplesmente “fazer” justiça, como se fosse um dever a ser cumprido. Ele ama a justiça porque é justo, e é justo porque está em Jesus.
Você gostaria de ser justo? Gostaria de administrar justiça com sabedoria em qualquer circunstância da vida? Só tem um caminho: Jesus. Por isso, hoje, antes de iniciar os labores cotidianos, busque a Jesus, converse com Ele. Não vá para a rua sem Ele. Ele é a Pessoa-Justiça.
Entre seus amigos e familiares, no trabalho, na escola, enfim, por onde você andar, que todos vejam a própria justiça em você, “porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça; os retos Lhe contemplarão a face”.
Autor: Alejandro Bullón