domingo, 24 de junho de 2012

Oito Obstáculos Que Invalidam a Oração



Deus deseja, de maneira muito gloriosa, levantar Sua Palavra por intermédio de nossas vidas. Tudo o que Deus deseja é a nossa disposição, pois Ele é o Deus que transforma, que muda, que usa situações para mostrar os seus caminhos, a sua vontade. E nesses dias, em que cremos que o avivamentoestá sobre nós, nossos corações recebem a unção, o fogo do Espírito Santo.
Existem ocasiões em nossa vida em que oramos e as coisas funcionam. Tudo parece muito suave, muito doce. Quando sua vida está caminhando bem, você contempla sua família e percebe a alegria. Mas existem algumas ocasiões em que você diz assim: "Bem, eu estou orando, mas parece que o céu é de bronze, que as orações não passam, não atravessam, não chegam ao coração de Deus."
Muitas vezes, você olha não para o céu, você olha para a terra, mas o chão onde pisa parece que é de ferro. Você planta no ferro e não nasce nada. Você caminha, mas não percebe nada. O chão é duro, não há nenhuma planta, nada floresce. O chão é duro, de ferro, e o céu é de bronze.
Esse é o tempo de Deus, quando o Senhor começa a trazer aos corações uma convicção tão forte que o Seu avivamento é muito mais do que alguma coisa de emoção, é muito mais do que simplesmente sentir arrepios. O avivamento é exatamente uma vida totalmente voltada para o Senhor e comprometida com Ele.

Tudo na vida é uma escolha
Deuteronômio 28 fala de uma escolha. Uma escolha de bênçãos ou de maldições. Os versos 2 e 3 falam, de maneira gloriosa, sobre as bênçãos, sobre aquilo que o Senhor tem reservado para todos nós, mas sob uma condição: "Se ouvires a voz do Senhor teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas essas bênçãos: Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo."

A palavra diz: "Se ouvires a voz do Senhor teu Deus...". E ouvir a voz do Senhor não significa apenas ouvir um som, uma proclamação. Essa atitude envolve obediência. "Se ouvires a voz do Senhor teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos". Note bem: "Virão sobre ti e te alcançarão". É como se as bênçãos estivessem correndo atrás de você e não você atrás delas. O sonho de Deus é que as bênçãos corram atrás de você até alcançá-lo e não o contrário. Diz a palavra que virão sobre você e o alcançarão todas as bênçãos, não somente algumas, mas todas, todas.
O verso 3 começa dizendo: "Bendito serás tu na cidade, e bendito serás no campo", e à medida que você vai lendo vai percebendo: "Todas essas bênçãos virão sobre mim?" É claro, são promessas!
Em Deuteronômio 28:15 está escrito: "Será, porém, que, se não deres ouvido à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão."
Quando o caminho é a obediência você tem a promessa de que as bênçãos do Senhor virão sobre você, e se olhar para trás verá que elas estão correndo para alcançá-lo. Se, por outro lado você vive em desobediência, diz a Palavra que "... virão todas estas maldições sobre ti..."; e, se você olha para trás, as maldições estão correndo para alcançar você. O verso 23 diz: "Os teus céus sobre a tua cabeça serão de bronze; e a terra debaixo de ti será de ferro".
Deus trata conosco, como igreja, de forma coletiva, mas Ele trata com cada um individualmente, de maneira direta. Pode acontecer que o céu esteja aberto sobre a vida de um irmão próximo a você e sobre a vida de outro esteja um céu de bronze, porque é algo pessoal.
Jesus falou sobre isso de forma muito clara em Mateus 24:40: "Então, dois estarão no campo, um será tomado e deixado o outro." Os dois estavam no campo, os dois eram irmãos, mas a Palavra diz que um será levado e ou outro será deixado. Será que o amor de Deus é diferente? Não! Será que Deus faz acepção de pessoas? Jamais! Mas algo que começa a inquietar é justamente essa compreensão, o céu está aberto sobre uma pessoa no campo, mas está fechado sobre a outra.
Na minha casa, quando criança, nós não tínhamos geladeira. Eu nasci em1948, e só tivemos geladeira no final de 1964. E havia uma situação delicada com o leite, porque, após ser comprado, tinha de ser fervido, senão azedava. Porém muitas vezes ele azedava. E você sabe como é desagradável quando o leite azeda: o cheiro muda, na parte de cima forma-se uma camada que fica grossa, coalhada. Era leite, mas azedou.
Muitas vezes na vida parece que o céu é que azeda. A parte de cima parece coalhada, grossa. E isso vai trazendo um peso, você começa a perceber a sua vida. O pecado faz exatamente isto: "coalha" o céu, torna-o espesso a ponto de você perceber que suas orações não sobem. E você diz: "Parece que o céu é de bronze, endurecido, e o chão é de ferro." Você planta, mas nada floresce.
Alguma coisa deve estar acontecendo. Você planta seus sonhos e eles não florescem, planta seu currículo e não chega nenhum emprego, planta uma oração e parece que não entra, não passa... "O que está acontecendo?"
Existe algo muito forte, e o capítulo 28 de Deuteronômio determina, de forma clara, que tudo na vida é uma escolha. Uma escolha de bênção e uma escolha de maldição.
Nestes dias, Deus tem trazido uma Palavra à sua Igreja. E nossa igreja tem experimentado esse tempo de Céu aberto, de orações, de atuações poderosas de Deus, o Pai. O Senhor me trouxe uma palavra de advertência: "Filho avisa à igreja para orar; diz ao meu povo para começar a orar, porque o Céu que outrora era claro vai ficar bronze." É interessante que quando você não ora o inimigo nem se preocupa com você. Mas a partir do momento que você coloca no seu coração o propósito de começar a orar, quando você se afasta e põe o joelho no chão e está em batalha com o Senhor é quando o telefone mais toca, a campainha chama á todo instante e mais interrupções acontecem.Quantas distrações! Quantas vezes as pessoas ficam mais tempo nasdistrações do que na presença do Senhor em oração.
Inúmeras vezes você se pergunta: "Por que o céu se parece de bronze sobre a minha vida? Porque parece que o chão é de ferro?" Digo-lhe que a única coisa que pode destruir um céu de bronze e um chão de ferro são as suas orações.
Existem obstáculos que o inimigo coloca quando você deseja orar. Quando você realmente quer ser um homem ou uma mulher de oração, o inimigo se levanta de maneira terrível. Mas você sabe lidar com o inimigo. A palavra diz que você sabe. "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg. 4:7). Entretanto, muitas vezes para a oração atravessar o céu de bronze existem alguns obstáculos. E neste texto eu quero mencionar para você oito obstáculos que fazem com que o céu continue a ser esse céu de bronze sobre sua vida. Você quer um céu de bronze sobre a sua vida? Eu não quero. Eu quero um céu limpo.

1° OBSTÁCULO
O primeiro obstáculo é a falta de perdão. A oração que quebra o bronze não vai fluir através de corações que não perdoam. A falta de perdão faz com que o céu continue de bronze, mesmo que você ore vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. E suas orações nem arranham o céu, porque é um céu de bronze. Enquanto você guardar mágoas em seu coração, a falta de perdão vai deixá-lo amargurado.
 Todas as vezes que Jesus falou e ensinou sobre a oração Ele tocou exatamente na falta de perdão. Diz a Palavra em Mateus 5:23-24: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." E não pense que a oferta é apenas levar dinheiro, roupas, sapatos, etc. Não. O louvor, a sua oração, a sua vida são ofertas. E também não é você ter alguma coisa contra alguém; é você lembrar que seu irmão tem alguma coisa contra você.
Em Mateus 6 Jesus diz: "Portanto vós orareis assim..." Ele estava querendo dizer exatamente isto: "Eu quero que você ore desta maneira, não passe além, não diminua, ore assim!" E no verso 12 Ele diz: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores." Agora observe o verso 15: "Se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas."
Você se pergunta: "Por que o céu está de bronze?" Muitas vezes é devido à falta de perdão. Em Marcos 11:25 Ele diz: "E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial perdoe as vossas ofensas." Em II Coríntios 2:10-11, Paulo diz: "A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios." E os desígnios de Satanás continuam sendo os mesmos: matar, roubar e destruir. Você não pode ignorar os desígnios dele, porque o que ele procura é fazer com que você conserve em seu coração a amargura, a falta de perdão. Enquanto você não perdoar, o Céu continuará de bronze diante de você. Você ora e não passa absolutamente nada.
Provérbios 10:12 diz: "O ódio excita contendas, mas o amor encobre todas as transgressões." Quando um fio elétrico não está coberto, quando ele encosta em outro, há choque, há conflito: a lâmpada se apaga. Quando o marido, a esposa e os filhos vivem se perdoando, há cobertura. Não havendo essa cobertura, existe choque, conflito, as lâmpadas se apagam, a escuridão toma conta da situação, tornando-a muito delicada. Você precisa liberar as pessoas que magoaram você, que muitas vezes pisaram em você. Não vale a pena guardar ressentimentos.

Deus estabeleceu dez mandamentos, mas, dos dez, seis são no sentido horizontal - relacionamento de irmão com irmão, de pessoa com pessoa - e apenas quatro falam do relacionamento da pessoa com Deus. Isso é muito interessante, porque o seu relacionamento com seu irmão é que vai refletir o seu relacionamento com Deus, o Pai.
Não adianta, enquanto você não escolher perdoar - porque perdoar é uma escolha, perdoar não é esquecer, perdoar é não levar em conta - o céu vai continuar de bronze e o chão será de ferro.

2° OBSTÁCULO
O segundo obstáculo é atender à iniqüidade. A iniqüidade destrói o poder da oração, que quebra o céu de bronze.
Eli é lembrado na Bíblia por duas atitudes: primeiro, porque ele criou Samuel, um profeta, um sacerdote, segundo o coração de Deus. Foi Samuel quem ungiu Davi para o ministério, e através da descendência de Davi veio Jesus. Mas Eli é lembrado também pelos seus filhos. Os filhos de Eli estavam no templo, mas eles eram iníquos. A história é conhecida está em 1 Samuel 2-4, que também é a história de Eli.
Houve um momento na história de Eli que seus filhos, segundo a Bíblia, se tornaram execráveis, iníquos. Os filhos de Eli chegavam a adulterar com mulheres dentro do tabernáculo. E Eli apenas zangava com eles. Ele tolerava seus filhos, mas ele não os disciplinava. Veio o juízo de Deus e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, morreram num único dia. A Arca do templo foi levada. Eli, que era velho e pesado, quando ouviu isso, caiu para trás, quebrou o pescoço e morreu. A esposa de Finéias, que estava grávida, quando ficou sabendo da morte de seu marido e deu à luz o filho que esperava. E, quando lhe perguntaram que nome daria a seu filho, ela disse que colocaria o nome deIcabô, que significa "Foi-se a glória do Senhor."

Eli se levanta como exemplo de um pai que fez tudo o que não deveria fazer. A função do pai não é cobrir o pecado dos seus filhos, é discipliná-los, é trazer a disciplina. Em Salmos 66:18 está escrito: "Se eu no meu coração atentar a iniqüidade, o Senhor não me ouvirá." E o céu vai continuar de bronze. A expressão "atentar a iniqüidade" significa parecer contente com o pecado.
Quando você, diante da televisão, assiste a algum programa iníquo e sente prazer, você vai orar e o céu estará de bronze. Se você tem prazer nas coisas do mundo, não adianta você orar, porque o céu vai continuar sendo de bronze.
 As Escrituras dizem em Provérbios 4:23: "Sobre tudo que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida."
Se no seu coração você se deleita com as coisas do mundo, você vai orar, mas sua oração nem ao menos arranha o céu de bronze. Por quê? Porque as coisas acontecem no mundo espiritual. Tiago 4:3-4 diz: "Pedis e não recebeis,porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus."

3° OBSTÁCULO
O terceiro obstáculo à oração que faz com que o céu continue de bronze é o preconceito. Quando o preconceito é verdadeiramente eliminado, o céu de bronze se quebra.
Uma irmã que estava doente e hospitalizada pediu ao pastor que mandasse alguém orar por ela. Quando o irmão chegou ao hospital, o coração dela se fechou, porque ele era negro. Ela lhe disse: "Você não vai pôr a mão em mim para orar". Ela ofendeu aquele irmão, não deixou que ele orasse, então, ele foi embora. A mulher só foi piorando. E outros, louros dos olhos azuis, oravam por ela e nada acontecia, porque havia preconceito. Quando aquela mulher já estava morrendo, estava no CTI, ela abandonou o pecado do preconceito. Novamente veio aquele irmão, que impôs as mãos sobre ela e orou com uma unção gloriosa, e a mulher foi restaurada e o seu pecado perdoado. Muitas vezes as pessoas têm os mais absurdos preconceitos. Em Gálatas 3:28-29 começamos a ver o que é o Corpo de Cristo: "Desta forma, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa." O preconceito faz com que o céu continue de bronze.

4° OBSTÁCULO
 O quarto obstáculo é julgar as outras pessoas. O coração que julga dilui a força, o poder da oração destinada a quebrar o céu de bronze.
Em Mateus 7:1-5, diz o Senhor: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho do teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou comodirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente o argueiro do olho do teu irmão."
João 7:24 diz: "Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça." Gostamos de julgar, de comparar os outros conosco. "Ah, eu sou melhor! Minha igreja é a melhor! Minha doutrina é a mais pura!" E, quantas vezes, por causa do julgamento, o céu continua de bronze.
Existem médicos que se especializam numa área muito delicada, chamada medicina legal. Eles fazem autópsia, ou seja, procuram determinar a causa da morte de uma pessoa. Abrem a pessoa, fazem uma série de exames para descobrir por que a pessoa morreu.
Em I Coríntios 11: 28-31 Paulo diz: "Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos não seríamos julgados." Muitas vezes ficamos julgando os outros, e não julgamos a nós mesmos. Somos duros, inflexíveis com os outros e condescendentes conosco. Julgar os outros faz com que o céu continue de bronze.
Quando aquela moça foi trazida diante de Jesus para ser apedrejada porque ela tinha sido flagrada em adultério, todos aqueles religiosos que estavam ali com as pedras na mão para matá-la e disseram a Jesus: "A Lei manda que ela seja apedrejada", Jesus não julgou aquela moça dizendo que ela era uma pecadora. Ele disse: "Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra". E um a um foram retirando-se os homens que acusavam a mulher.

 5o OBSTÁCULO
O quinto obstáculo para que o céu continue de bronze é ignorar os pobres. Quando você abre o coração aos necessitados, Deus abre o céu para você. Existe um adesivo nos carros que diz: "A generosidade traz prosperidade." As Escrituras dizem em Provérbios 21:13: "0 que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido".

6º OBSTÁCULO
 O sexto obstáculo são os mandamentos dos homens. Em Mateus 15:8-9, a Palavra diz: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens."
Doutrinas que são preceitos de homens. Quando as pessoas dizem: "Ah, orar pelos enfermos? Ah, não tem nada disso! Poder de Deus? Isso não existe," isto é doutrina de homens, que não tem nada há ver com a Palavra de Deus.
E quando as pessoas caminham mais pelas doutrinas dos homens do que pela simplicidade da Palavra de Deus, quando anulam o sobrenatural, os dons do Espírito, é impossível à oração quebrar o céu de bronze.

7º OBSTÁCULO
O sétimo obstáculo é a auto-condenação. A auto-condenação é uma barreira para que sua oração não atravesse o céu de bronze.
Você tem de lembrar quem você é. As mentiras do Diabo não podem condenar os filhos de Deus. Quando você ora, não se alimente das condenações do Diabo, não se alimente daquilo que o Diabo diz que você é. Você precisa viver a Palavra.
Em 1 João 3:19-22 está escrito: "E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos Dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante Dele o que lhe é agradável."
Todos esses textos falam exatamente de receber. Para que o céu sobre a tua cabeça não seja céu de bronze você precisa lembrar quem você é. Você é a justiça de Deus em Cristo; você é uma nova criatura, criado à imagem de Deus para o seu bom propósito; você é um filho de Deus e um herdeiro de todas as promessas em Jesus Cristo. Maior é o que está em você do que o que está no mundo. Agora nenhuma condenação há para você, que está em Cristo Jesus. Você não anda segundo a carne, mas segundo o Espírito Santo.

8o OBSTÁCULO
O oitavo obstáculo é o desrespeito ao cônjuge. Reprimir a unção de Deus no seu cônjuge vai privá-lo do poder necessário para romper através do céu de bronze.
Muitos casamentos são destruídos, muitas orações são impedidas por causa do desprezo, do tratamento rude do marido para com sua esposa e vice-versa. O céu pode continuar de bronze sobre você, enquanto não assumir seu papel de marido carinhoso, amoroso e fiel.
Não adianta você que é casado orar, orar e orar, porque suas lágrimas não vão romper o céu de bronze. É preciso um acerto. É preciso reconciliação. I Pedro 3:7 diz: "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações". Se você não for esse marido segundo o coração de Deus, não adianta! Você ora, ora e ora, mas o céu continua de bronze, suas orações são interrompidas, não passam, não atravessam o céu. O antídoto: ore junto com sua esposa. 0s casais que oram juntos descobrem muito acerca deles mesmos, acerca do casamento, dos seus mistérios. Quando você fizer isso, você vai ver o céu aberto, não mais um céu de bronze.
 Deus está tratando com sua Igreja. Quando você tem fome de Deus, você está no centro da oração verdadeira e eficaz. Quanto mais você busca a Deus, mais você vai ter desejá-Lo. Se sua vida está enredada por mais de um desses obstáculos, tenha coragem para reconhecer. Deus olha para os nossos corações e está nos ensinando a fazer o mesmo - a olhar os nossos corações.

ORAÇÃO
Ó Deus e Pai, Te louvamos e Te damos graças pelo Teu dom do amor. Nós Te louvamos porque sabemos que Tu queres nos abençoar, fazendo com que Tuas bênçãos corram atrás de nós. Ajuda-nos, Santo Espírito de Deus, a reconhecer os nossos pecados e a pedir perdão a Deus, permitindo que a Sua graça opere em nós, para que possamos andar em novidade de vida, em um verdadeiro avivamento, a fim de que não haja em nossas vidas nenhum desses obstáculos que tornam o céu de bronze e o chão de ferro, impedindo, assim, de sermos abençoados. Em nome de Jesus, Te damos graça. Amém.
Autor: Pr Márcio Valadão

sábado, 23 de junho de 2012

Prossigo para o alvo





“Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3.14)
Já se perguntou de que alvo Paulo falava nesse versículo? A linha de chegada do atleta? O alvo em que se atira flechas? Para se alcançar um alvo, precisa-se de treino e muita concentração. O Atleta corre muitas vezes, o arqueiro atira muitas flechas.
Tu tens um alvo? Treinas muito para alcançá-lo? Todos nós precisamos ter um alvo, sonhos, metas. Precisamos de um caminho certo para alcançar esse alvo. Muitas vezes as tribulações e sofrimentos nos fazem desviar do caminho, roubam nossos sonhos, nos fazem desistir, ficamos desmotivados e não enxergamos mais o alvo.
Esqueça as pedras, os pedregulhos que machucam seus pés, os “amigos” que te desmotivam na caminhada, a sede, a fome, a vista cansada, “esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim”(Fil. 3:13).
Quando prosseguimos e fixamos nosso olhar no ALVO, esqueçamos o que ficou para trás, seja dor, sofrimento, até as alegrias passageiras. Desapegue-se de tudo que embaça seu olhar e o impede de olhar para o alvo. Nada pode interferir no seu objetivo maior.
Mas em todas as cansativas atividades de sua vida, Paulo jamais perdeu de vista o grande propósito – caminhar para o alvo da sua soberana vocação. Um alvo mantinha ele firmemente diante de si – ser fiel Àquele que às portas de Damasco Se lhe revelara. Desse alvo força alguma poderia desviá-lo. Exaltar a cruz do Calvário – este era o motivo todo absorvente que lhe inspirava as palavras e os atos.” Atos dos Apóstolos, p. 484
Prossiga para o ALVO que é Cristo Jesus. E assim podemos dizer com o Apóstolo:
Uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de Mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” Filip. 3:13 e 14.

Texto enviado por Kelly Godinho

O que seria das mulheres sem o cristianismo?



Muito se fala sobre a situação da mulher na sociedade moderna. Acreditam não poucos que há um grande desnível – ou abismo mesmo – entre os direitos e deveres do homem e os da mulher, sendo que essa última tem sido historicamente prejudicada. E não faltam candidatos a carrasco do sexo feminino. A última moda agora é acusar as religiões de forma geral, e o Cristianismo, em especial. Não há a menor dúvida de que existem religiões no mundo que cerceiam os direitos da mulher. O Islamismo é um bom exemplo desse tipo. Tanto seu livro sagrado como sua literatura teológica discrimina e rebaixa gravemente a mulher a ponto de torná-la um objeto de propriedade, primeiramente do pai, e depois do marido. Contudo, neste texto quero provar que não há razão por que colocar o Cristianismo no mesmo cesto das religiões que pejoram a mulher. Mais do que isso, vou mostrar como o Cristianismo colocou a mulher em uma situação muito melhor do que qualquer outro sistema religioso ou filosófico que já existiu.

Um pouco de história. A vida da mulher não era fácil nas culturas antigas. Em geral, eram propriedade dos maridos. Não eram consideradas capazes ou competentes para agir independentemente. Vejamos a Grécia antiga. Aristóteles disse que a mulher estava em algum lugar entre o homem livre e o escravo (considerando que a situação do escravo não era nem um pouco auspiciosa, perceba a pobre situação feminina), e que era um “homem incompleto” (Política). Platão, por sua vez, entendia que se o homem vivesse covardemente, ele reencarnaria como mulher. E se essa se portasse de modo covarde, reencarnaria como pássaro (A República, Livro V).

A sorte das mulheres não era muito melhor na Roma antiga. Poucas famílias tinham mais de uma filha. O casamento romano era uma forma de trazer mais material humano para formação do exército, e assim permitir a Roma a continuidade de sua expansão; por isso, o interesse estava em ter filhos homens. Daquelas, porém, que sobreviveram ao infanticídio, eram-lhes reservadas as tarefas do lar, mas não o exercício da cidadania e a participação política, coisa reservada apenas aos patrícios homens.

Na China, até bem recentemente, o infanticídio era uma prática comum. Os bebês do sexo feminino eram entregues como alimento aos animais selvagens ou deixados para morrer nas torres dos bebês. Adam Smith escreveu sobre essa prática no seu famoso livro A Riqueza das Nações, de 1776. Ele fala inclusive que o descarte de bebês indesejados era mesmo uma profissão reconhecida e que gerava renda para muitas pessoas.

Vejamos outros casos. Na Índia, viúvas eram mortas juntamente com seus maridos – a prática chamada de sati (que significa a boa mulher). Também havia tanto o infanticídio quanto o aborto feminino. Além disso, meninas eram criadas para serem prostitutas cultuais – as devadasis. Nessa prática religiosa, a menina era “casada com” e “dedicada a” um dos deuses hindus. Nos rituais de adoração a esses deuses, havia dança, música e outros rituais artísticos. Conforme iam crescendo, as devadasis se tornavam servas sexuais, de homens e dos “deuses”. Ainda hoje, famílias pobres entregam suas filhas para essas deidades com o objetivo de alcançar delas algum favor, ou ainda obter algum meio de renda com os frutos da prostituição.

Na África, o problema era semelhante à prática do sati da Índia. Quando um líder tribal morria, as esposas e concubinas do chefe eram mortas juntamente com ele. Mesmo hoje, no Oriente Médio, o valor da mulher é mínimo.

A mudança trazida pelo Cristianismo. Que diferença trouxe a vinda de Jesus Cristo entre nós? Muita, em vários pontos. Na verdade, foi uma revolução. Muito do que Jesus Cristo ensinou já era praticado pela sociedade judaica (que era muito diferente das nações à sua volta), e outros pontos tiveram seus termos desenvolvidos por Ele. Mas mesmo os judeus tinham um tratamento discriminatório em relação às mulheres; Jesus, entretanto, Se relacionava de forma saudável com elas. De forma geral, o Cristianismo colocou a mulher em pé de igualdade com os homens. Como ele fez isso?

– Dizendo que ambos foram criados por Deus, à Sua imagem e semelhança (“E criou Deus o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” [Gn 1:27]. Para Deus, homens e mulheres têm o mesmo valor [Gl 3:28]).

– Que ambos deveriam dominar e sujeitar a natureza (“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” [Gn 1:28]). Não há nada que impeça a mulher, tanto quanto o homem, de explorar a criação em cumprimento ao mandato cultural.

– A decisão de Deus criar a mulher a partir de Adão declara que ambos provêm da mesma essência (Gn 2:22), mostrando que a mulher em nada é inferior ao homem, nem tampouco lhe é superior. E a declaração de Adão mostra que sua mulher, Eva, é parte de si mesmo, tendo o mesmo valor que ele próprio (Gn 2:23).

– Que o casamento, como instituição divina, implica que o homem foi feito para a mulher, assim como a mulher foi feita para o homem, e dessa forma ambos andam como uma unidade em dois corpos (Gn 2:24), o que destrói a ideia de que a mulher é escrava do marido, ou vice-versa. São complementares.

– O Cristianismo também evitou que a mulher fosse injustiçada, não permitindo a poligamia, que é inerentemente prejudicial a elas (1Co 7:2).

– O Cristianismo ensinou o cuidado com as viúvas. Elas, se não tivessem recursos, deveriam ser cuidadas e sustentadas pela igreja (1Tm 5). Se o marido morre, ela é livre para continuar viúva ou casar novamente, se quiser.

– O Cristianismo condenou a prostituição ao declarar que o corpo não pertence a nós mesmos, mas a Deus, e que ele é templo do Espírito Santo (1Co 6:13,19). O corpo do homem pertence à mulher, e o da mulher ao homem (1Co 7:4).

– O Cristianismo aprova a instituição do casamento, que não só protege a mulher da exposição aos males sociais, como provê um ambiente seguro material, espiritual e sentimentalmente para seu desenvolvimento integral (Ef 5:28, 29).

– O Cristianismo protege a vida, que entende começar no momento da concepção. Dessa maneira, nenhuma criança deixa de nascer devido a características indesejáveis (pelos pais) que ela tenha ou seja. A vida é direito inviolável, outorgada por Deus, sendo que somente Ele tem direito de reavê-la (1Sm 2:6; Jó 1:21).

– O Cristianismo também proíbe a pornografia, pois entende que ela é equivalente ao adultério. Com isso, a mulher deixa de ser vista como um objeto aos olhos do homem, e reserva o sexo e a nudez para aquele que tem direito a essas coisas, a saber, o marido (Mt 5:28).

Uma palavra sobre o movimento feminista. Se há algum direito, de qualquer pessoa que seja, que deva ser assegurado, sou completamente a favor da luta por ele. A sociedade falha em tratar as mulheres adequadamente porque ela não é uma sociedade moldada exclusivamente pela moral cristã. Muitos dos direitos pelos quais o movimento feminista luta são justos: direitos trabalhistas iguais aos do homem, proteção contra violência física e emocional, igualdade de direitos civis, entre outros. Porém, alguns pontos pelos quais ele luta não são bons, como, por exemplo, o aborto. Ora, o aborto sempre foi uma ferramenta usada pelo homem – e geralmente usado para evitar nascimento de mulheres! O aborto se refere a algo além do corpo da mulher; é outro ser vivo. Ocorre que, ao lutar por esse “direito”, a mulher trata um bebê ainda não nascido como algo menos que humano, tal como um objeto: ou seja, do mesmo modo que ela própria já foi tratada na história. [E muitas feministas não percebem que estão se oferecendo como objeto às ávidas câmeras de TV, quando protestam usando o corpo nu.] 

Outro problema que eu vejo é que algumas feministas mais exaltadas não querem simplesmente uma equiparação de direitos; desejam ocupar o lugar do homem que as explorava, transformando-se em exploradoras. Almejam uma inversão de papéis. Em lugar de uma sociedade patriarcal, sonham com uma matriarcal. E algumas feministas ainda descambam para a misandria – o ódio pelo sexo masculino.

Concluindo. O que o paganismo faz para proteger a mulher? Nunca fez nada, e nunca fará. E essas outras religiões não cristãs? Normalmente, colocam o sexo feminino em uma posição inferior à do homem. E o humanismo? Nada trouxe de bom para as mulheres. Na prática, uma vertente humanista (evolucionista) ensina que nada há de especial na humanidade; tudo que há é resultante de acaso. Somente o mais forte sobrevive (ou domina). Se for o sexo masculino, assim deve continuar a ser. É natural que seja assim. Não há justificativa moral (do ponto de vista evolucionista) para proibir a violência física, sexual, emocional à mulher, nem mesmo por que condenar posicionamentos machistas. A máxima é “o que agora é, é o certo”.

Mas não é assim com o Cristianismo. Em todos os lugares em que ele chegou, as condições das mulheres melhoraram. Onde ele não chegou, veem-se coisas terríveis, como a eugenia sexual, o infanticídio e a prostituição. Contudo, podemos ver que algumas sociedades, que já foram declaradamente cristãs, hoje estão decaindo moralmente com o avanço do antigo paganismo – legalizando o aborto, o homossexualismo e a prostituição. Seria interessante que algumas feministas, que falam ousadamente contra o Cristianismo, aprendessem um pouco mais da história da humanidade e assim se apercebessem de que, se não fosse por essa religião que elas tanto condenam, talvez elas sequer estivessem vivas hoje.

Leandro Márcio Teixeira

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O fascínio das torres

 primeira torre de que se tem notícia é a Torre de Babel, construída com tijolos bem queimados colados um ao outro com betume, muitos anos depois do dilúvio, numa planície do território de Sinar, onde hoje fica o Iraque. A iniciativa foi da comunidade que habitava aquela região e tinha o objetivo de tornar célebre o seu nome. Seria também um ponto de referência visível a todos, para que ninguém se afastasse demasiadamente daquele sítio (Gn 11.1-9). A Torre de Babel revelava uma atitude unânime de autonomia e de rebelião contra Deus, cuja vontade era que o povo se espalhasse pela terra. É possível que a torre tivesse a altura de um prédio de 22 andares (90 metros), o que seria algo fantástico naquela época.


Muitos anos antes de Abraão, os egípcios começaram a construir torres em forma de pirâmides, nas quais enterravam os seus faraós. A mais notável é a Grande Pirâmide, que consumiu dois milhões de blocos de pedra de 2,3 toneladas em média e contou com o trabalho de 400 mil homens durante 20 anos, entre 2600 e 2500 a.C. Essa pirâmide tinha originalmente a altura de 147 metros e sua base assenta-se sobre uma área de 5 hectares.


A Torre de Pisa, na Itália, com a altura de 55 metros, gastou 199 anos para ser construída (1173 a 1372). Embora inclinada, é a mais antiga torre ainda de pé, salvo as pirâmides do Egito.


Construída em Paris em 1889, a Torre Eiffel, de 300 metros de altura, consumiu 6.700 toneladas de ferro e aço. Durante algum tempo, foi a torre mais alta do planeta.


No final do século 19 e início do século 20, os americanos inventaram os edifícios de muitos pavimentos, aos quais deram o provocativo nome de arranha-céus (sky-scrapper), que faz lembrar a intenção dos construtores da Torre de Babel:“Edifiquemos para nós uma torre cujo topo chegue até aos céus” (Gn 11.4). Em 1931, na ilha da Manhattan, em Nova York, foram construídos o Rockfeller Center e o Empire State Building, este 81 metros mais alto que a Torre Eiffel.


A partir da segunda metade do século 20, começou uma corrida mundial na construção de torres, cada uma maior que a outra. Em ordem crescente de altura, citam-se as duas torres do World Trade Center (417 metros), também em Manhattan, Nova York; as Torres Petronas (450 metros), em Kuala Lumpur, na Malásia; a Torre da Sears (527 metros), em Chicago, nos Estados Unidos; a Torre de Ostankino (540 metros), em Moscou, na Rússia; e a Torre CN (550 metros), em Toronto, no Canadá.


Nos próximos 15 anos, deverá ser erguida em Xangai, na China, uma torre que terá mais de um quilômetro de altura (1.127 metros), quase três vezes a altura do Empire State Building. Dará moradia a 100 mil pessoas e abrigará ainda hotéis, cinemas, escolas, parques e restaurantes. É a Torre Biônica.


Essa teimosa e estranha atração humana por altura tem relação com a altivez de espírito. A idéia é fazer algo grandioso que chegue até o céu e que torne célebre o nome de alguém ou de algum povo, como denuncia o livro de Gênesis ao se referir à Torre de Babel (Gn 11.4). A resposta de Deus a essa tentação é sempre a mesma: “Terá de se humilhar o olhar soberbo do ser humano, o espírito arrogante do homem vai se rebaixar. Naquele dia só o Senhor será exaltado. Pois é o dia do Senhor, o Senhor dos exércitos, contra soberbos e orgulhosos, contra todo arrogante, que será humilhado, contra os tais “Cedros do Líbano” altaneiros e aprumados, contra os “Carvalhos de Basã”, contra toda “Montanha altaneira” ou “Serra elevada”, contra as “Torres altíssimas” ou “Fortalezas invencíveis”, contra a frota mercante e os artigos de luxo. A arrogância humana terá de se ajoelhar, a altivez do homem vai se rebaixar. Naquele dia só o Senhor será exaltado.” (Is 2.11-17, CNBB.)


Parece que foi isso que aconteceu em Nova York e no mundo em apenas 15 minutos (entre 8h48 e 9h03) no dia 11 de setembro de 2001.


Imprevisibilidade


Depois de passar uma semana em poder de seus seqüestradores, Patrícia Abravanel, 24 anos, filha de Sílvio Santos, voltou para casa sã e salva mediante o pagamento de um resgate no valor de meio milhão de reais. Foi no dia 28 de agosto de 2001, uma terça-feira. No dia seguinte, os jornais deram a boa notícia: “A tranqüilidade volta à família de Sílvio Santos”.


Dois dias depois que Patrícia havia sido libertada, às 6h30 da manhã, quando ela, suas irmãs e sua mãe ainda dormiam, o seqüestrador, depois de assassinar dois policiais em Barueri, voltou à casa de Sílvio Santos e o manteve sob a mira de um revólver por sete horas.


A família do poderoso apresentador e dono do SBT não sabia como seria o dia seguinte. Talvez dona Íris, esposa de Sílvio Santos, tenha encontrado e lido em voz alta a passagem bíblica que diz: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã”.


No dia 14 de julho de 2001, cientistas americanos enviaram para o espaço de uma base militar no Pacífico uma ogiva antimíssil que deveria destruir no ar um míssil balístico disparado da Califórnia. O artefato rasgou o céu a 24 mil quilômetros horários e em 21 minutos fez o que havia sido programado. O míssil “atacante” estava desarmado, mas poderia transportar ogivas de até 2 megatons, potência equivalente à de 133 bombas iguais à que foi jogada sobre Hiroshima em agosto de 1945. Esse foi o quarto teste para colocar em funcionamento o escudo antimíssil, o único bem-sucedido. Trouxe um avanço considerável para dar aos Estados Unidos uma supremacia militar sem precedentes no planeta e na história.


Quase dois meses depois, no dia 11 de setembro de 2001, numa terça-feira pela manhã, terroristas camicases, armados apenas de pequenas facas, dominaram a tripulação de três aviões e os lançaram de encontro às torres do World Trade Center, em Nova York, e ao Pentágono, em Washington, causando destruição, morte e a mais tremenda humilhação jamais experimentada pelos Estados Unidos.


Eufóricos com a hegemonia americana e com a guerra nas estrelas, o presidente George W. Bush e os 285 milhões de americanos não sabiam como seria o dia seguinte. Talvez o secretário de Estado, Colim Powell, tenha encontrado e lido em voz alta na Casa Branca a passagem bíblica que diz: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã”.
Chama-se Christopher Reeve o bem-sucedido ator de Hollywood que fez o papel principal do filme Superman I. Como Super-Homem, ele era sempre o herói que aparecia e desaparecia, que atravessava paredes, que subia perto da lua, que arrancava aplausos de todo mundo.


Em 1995, numa competição hípica, Reeve caiu do cavalo e fraturou as duas primeiras vértebras da coluna cervical. Tetraplégico desde então e respirando por meio de um aparelho, o máximo que o ex-ator consegue hoje [conseguia: “Morreu a 10 de outubro de 2004, vítima de um infarto causado por uma infecção”, Wikipédia] é fazer pequenos movimentos com o dedo polegar de uma das mãos e com o punho da outra, assim mesmo graças ao seu espírito forte.


Christopher Reeve jamais imaginou que sua brilhante carreira de ator seria tão humilhantemente interrompida. Talvez sua adorável esposa Dana tenha encontrado e lido em voz alta para o marido e seus três filhos a passagem bíblica que diz: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã”.
No ano 539 a.C., Belsazar, rei da Babilônia, deu um monumental banquete para mil nobres de seu reino e ainda convidou suas mulheres e concubinas. A prataria usada no banquete havia sido roubada do templo de Jerusalém por seu avô, o rei Nabucodonosor, cinqüenta anos antes. Eles estavam bebendo vinho e louvando seus deuses de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e palha.


De repente, apareceram uns dedos de mãos humanas riscando alguma coisa na parede branca, na parte mais iluminada do palácio. Era algo fantástico, que metia medo. Belsazar ficou tão assustado que os seus joelhos batiam um no outro e as suas pernas vacilaram. Não dava para entender o sentido ou o recado das três palavras escritas na parede: “Contado, pesado, dividido”. Depois de uma correria para encontrar alguém que pudesse interpretar aquela mensagem, apareceu o profeta Daniel, com a seguinte explicação: “Contado quer dizer: Deus contou os dias de seu reinado e já marcou o limite; pesado quer dizer: Deus pesou o rei na balança e faltou peso; e dividido quer dizer: o seu reino será dividido e entregue aos medos e persas” (Dn 5.26-28, EP).


O que estava escrito na caiadura da parede se cumpriu literalmente. Naquela mesma noite, Belsazar foi morto e Dario, o medo, apoderou-se do reino, com a idade de 62 anos, pondo fim ao Império Babilônico.


Belsazar e os seus grandes, bem como as mulheres e as concubinas deles, não sabiam como seria o fim daquela noite festiva. Talvez Daniel tenha encontrado e lido em voz alta a passagem bíblica que diz: “Vocês não sabem como será a sua vida amanhã”.
Certo fazendeiro, dono de uma propriedade maior que o Estado do Espírito Santo, conhecido como o rei da soja, percebeu que os seus celeiros eram poucos e pequenos para guardar a abençoada safra daquele ano agrícola. Então disse para si mesmo: “Já sei o que vou fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir outros maiores para guardar todos os meus grãos. Meus bens são tantos e vão durar tanto tempo, que vou descansar, comer, beber e alegrar-me. Vou viajar por este mundo todo, hospedar-me nos melhores hotéis, comprar tudo o que eu quiser, sair com as mulheres mais bonitas, freqüentar os melhores teatros, gozar a vida e gastar, gastar e gastar.” (cf. Lc 12.13-21).


Naquela mesma tarde, a caminho de casa, o fazendeiro meteu a motocicleta numa árvore e morreu ali mesmo.


O rei da soja não sabia como seria aquela tarde. Talvez o capataz tenha encontrado e lido em voz alta para todos os empregados da fazenda a passagem bíblica que diz: Vocês não sabem como será a sua vida amanhã.


Nada é pior que a imprevisibilidade. Ela surpreende sempre. Por isso é bom ler e reler continuadas vezes esta passagem bíblica:
Agora escutem, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos a tal cidade e ali ficaremos um ano fazendo negócios e ganhando muito dinheiro!”

Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece. O que vocês deveriam dizer é isto: ‘Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo’. Porém vocês são orgulhosos e vivem se gabando. Todo esse orgulho é mau. Portanto, comete pecado a pessoa que sabe fazer o bem e não faz.
 (Tg 4.13-17, NTLH.)

sábado, 16 de junho de 2012

As Três Mensagens Angélicas



L. James Gibson
O ano de 1844 foi um ano importante. Os mileritas experimentaram o Grande Desapontamento, levando a um completo re-estudo das profecias relacionadas ao segundo advento. A crescente compreensão da Bíblia que resultou daquele estudo levou ao estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Naquele mesmo ano, Charles Darwin completou um resumo de suas referências sobre a evolução através da seleção natural. Ele o chamou de um abstrato, mas era muito mais do que um livreto. Contudo, Darwin não publicou seu “abstrato” naquele ano. Em 1844 também, Robert Chambers publicou anonimamente o livro Vestiges of the Natural History of Creation. Esse livro especula abertamente sobre a possibilidade de uma mudança evolucionária em longos períodos de tempo. Foi dito que este livro causou maior impacto no público do que o livro de Darwin uns 15 anos depois. A reação do público foi tão intensa à obra de Chambers que Darwin segurou seu livro por mais 15 anos.
A ironia aqui é obvia: o nascimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sua ênfase na criação bíblica em seis dias, coincidiu como a apresentação pública do pensamento evolucionário. Isto foi uma coincidência? Creio que não.
Os adventistas do sétimo dia se consideram comissionados a apresentar uma mensagem especial ao mundo, chamada “As Três Mensagens Angélicas” de Apocalipse 14:6-12. Nosso propósito aqui é explorar o significado dessas mensagens e sua relação com a doutrina da criação.
O Primeiro Anjo
O contexto de Apocalipse 14 indica um cenário escatológico, prensado entre a perseguição apresentada nos capítulos 12 e 13 e a “colheita” do final do capítulo 14. Os adventistas compreendem que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 representam o movimento final preparando o mundo para a segunda vinda de Cristo. Os Adventistas do Sétimo Dia esperam desempenhar uma função importante na proclamação dessas mensagens. Consequentemente, precisamos compreender o que elas dizem.
Essas três mensagens estão em sequência, pois entre elas, existem elos subjacentes. Um elo é a doutrina da criação conforme foi registrada por Moisés; outro elo é a justificação pela fé. A igreja não pode alcançar êxito na pregação das três mensagens angélicas sem fé no relato bíblico da criação, que é fundamental para essas mensagens e indispensável para a nossa missão.
O primeiro anjo, (Ap 14:6) é descrito como tendo o “evangelho eterno”. O evangelho é as boas novas da salvação, que é necessário devido à queda do homem. A história da criação forma a base para compreender essa queda: “Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (Rm 2:12, cf 1 Tm 2:13-14).
A mensagem do primeiro anjo consiste em duas partes. A primeira parte é (parafraseada): “Temei a Deus e dai-lhe glória, por causa do julgamento.” Essa mensagem foi enfatizada no início da história do adventismo, nas doutrinas do juízo investigativo e executivo. A segunda parte é (novamente parafraseada): “Adorai Aquele que criou.” Na escrita hebraica, a mesma idéia era frequentemente expressa duas vezes, usando diferentes palavras. Este é um modo de enfatizar um ponto. A primeira mensagem angélica pode ser tratada com tal paralelismo:
Temei a Deus e dai-lhe glória, por causa do julgamento,
 Adorai a Deus por causa da criação.
Temer a Deus é reverenciá-Lo, e implica a adoração:
“Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor?
Pois só tu és santo;
por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti,
porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.”
Apocalipse 15:4
O julgamento é um dos atos de justiça de Deus. Para muitos, a ênfase no julgamento não parece ser boas-novas. Porque deveríamos considerar a vinda do julgamento como “boas novas” (evangelho)? E qual é o relacionamento da criação e das boas novas? Vamos considerar estas perguntas ao examinarmos o paralelismo no texto.
“Temer” a Deus significa dar-Lhe reverência, ou adorá-Lo. Esta é a primeira parte do paralelismo. Deus é digno de adoração porque Ele é tanto Criador como Juiz. “Tu és digno, Senhor e Deus nosso,… porque todas as coisas tu criaste….” (Ap 4:11). Ser o Criador demonstra a autoridade de Deus e dá a Ele o direito (responsabilidade?) de julgar.
Qual é o paralelismo entre julgamento e criação? Quem é o Criador? Quem é nosso Juiz? Foi Jesus quem nos criou, e quem estará conosco também no julgamento. As boas novas (evangelho) é que a criação e a redenção estão unidas em Jesus Cristo. Jesus é o nosso Criador (João 1:3) bem como nosso advogado no julgamento (1 João 2:1). Deus tanto nos criou como nos salvou através de Jesus (Cl 1:13-17). Devido a este relacionamento, o julgamento é boas novas para o Cristão.
Apesar de ser muito defendido pela igreja, o aspecto referente à criação nas três mensagens passou a receber a mesma atenção dada ao conceito do julgamento, apenas no início da história da nossa igreja. Havia menos necessidade de enfatizar Deus como Criador porque virtualmente todos os cristãos aceitavam o relato bíblico da criação, o que agora já não é uma realidade.
A história bíblica da criação é que o ser humano foi criado perfeito, à imagem de Deus. Devido à sua própria escolha errônea, caiu em pecado. Deus não poderia simplesmente desculpar seu pecado e permanecer justo, então, o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo, veio a terra morrer em nosso lugar. Assim, Deus poderia ser justo e justificador de todo aquele que crê (Rm. 3:26). Isto significa que a salvação vem pela graça. (Ef 2:8).
O julgamento da humanidade está intimamente relacionado com a história da criação. Nossa responsabilidade é baseada no fato de que na criação os ser humano era perfeito. Sem a queda da perfeição, não há responsabilidade para com Deus pelo pecado, e necessidade de um Salvador. O julgamento incluirá responsabilidade final pela condição do mundo (Ap 11:18), uma responsabilidade dada na criação (Gn 1:28). Os criacionistas devem ser bons mordomos dos recursos da terra.
O Segundo Anjo
O segundo anjo declara (Ap 14:8) que “Babilônia caiu“. Por que a segunda mensagem vem somente depois da primeira? Poderia ser que a rejeição da primeira mensagem fosse o passo final na queda de Babilônia? Babilônia representa religiões mundiais caídas, inclusive igrejas na Cristandade que caíram para longe de Cristo. A igreja é impura. A fornicação implica que algo está tomando o lugar de Cristo. A Bíblia frequentemente retrata o relacionamento de Cristo e da igreja como um casamento (cf Ap 19:6-8, as bodas do Cordeiro). O esposo (Cristo) é identificado como o Criador em Isaías 54:5. Este texto sugere que a substituição com outro “criador” seria fornicação. Qualquer igreja que fez tal escolha caiu. A mensagem do segundo anjo pode ser considerada como uma resposta à reação do mundo cristão à mensagem do primeiro anjo em relação à criação e ao julgamento.
Na história bíblica da criação, Adão e Eva foram criados perfeitos. Sua queda introduziu pecado e morte ao mundo. Jesus, como Criador e Juiz, ofereceu a Si mesmo como sacrifício substituto por nossa salvação. A salvação, portanto, é puramente uma questão de graça; deste modo, podemos apenas aceitá-la como um dom, ou rejeitá-la.
E quanto às outras histórias da criação? Alguns propuseram que como raça, nós estamos melhorando através da evolução. Não existiu Adão e Eva, nem queda, nem morte substituta. Jesus veio para a terra apenas para nos mostrar como viver. Se formos impressionados por Sua vida, se pudermos imitá-Lo, e se nos esforçarmos o suficiente, poderemos nos qualificar para a salvação. Jesus não tomou nosso lugar com Sua morte, mas nos deu um exemplo de como alcançarmos salvação.
A Bíblia tem más notícias quanto a este tipo de evangelho: não importa quanto você tem se esforçado, não importa quanto a sua vida se assemelha à de Jesus, isto não é importante. O tipo de perfeição, não é bom o suficiente! Não há como ganhar a nossa própria salvação. Não fazemos boas obras para sermos salvos, mas porque já estamos salvos. A Babilônia é baseada na justificação pela fé. O Céu é somente um dom da graça.
O Terceiro Anjo
A mensagem do terceiro anjo (Ap 14:9-12) é uma advertência: “Não adore a besta e ou receba sua imagem.” Aqueles que desconsiderarem essa advertência enfrentarão julgamento e punição. Note a palavra “adoração”, novamente ligada ao julgamento. Adorar a besta em lugar de Deus é fornicação espiritual. A marca da besta é um sinal de fornicação e queda espiritual. Essa queda vem como resultado da rejeição da mensagem do terceiro anjo: adorar a Deus o Criador, e aceitar Sua oferta de lhe declarar “não culpado” no julgamento. Aparentemente, os que rejeitam a mensagem do primeiro anjo se unirão para “marcar” os que discordam deles. Eles vão até mesmo valer-se de força para prevenir qualquer pessoa de aceitar a mensagem dos três anjos.
Compreendemos que a adoração da besta e a recepção de sua marca envolverão controvérsia com o sábado. A observância do sábado está baseada no relato bíblico da criação em seis dias (Ex 20:11). Guardando o sábado, testemunhamos e evidenciamos nossa aceitação da primeira mensagem angélica: adorar o Criador. Adorando no sábado testemunhamos que aceitamos a Bíblia como autoridade máxima. Adorando no sábado testificamos que aceitamos a salvação somente pela graça, baseada apenas nos méritos do sacrifício substituto de Jesus.
Desacreditando a história da criação seria remover a base para a observância do sábado, e muito mais. Que melhor modo de destruir o sábado, o sétimo dia, do que desacreditando da criação em seis dias, a base de sua observância? E qual é o propósito do julgamento se não existiu a queda no pecado? Sem a doutrina da criação em seis dias, as três mensagens angélicas perdem seu significado.
A Três Mensagens Angélicas: Justificação pela Fé
A mensagem unificada dos três anjos é a justificação pela fé. Justificação vem pela fé na morte substituta de Jesus Cristo. Essa morte é necessária porque Deus, em Sua justiça, não poderia desculpar a queda de nossos primeiros pais, Adão e Eva. A queda de Adão e Eva foi o resultado de sua própria escolha de crer na evidência de seus sentidos em vez de crer na palavra de Deus. O termo “queda” implica um estado previamente melhor. Adão e Eva não foram criados através de algum processo de melhora gradual, mas foram criados em um estado de perfeição impecável. A história da criação é encontrada em Gênesis 1.
Alguns nos incentivam a aceitar outra história da criação, uma que esteja mais de acordo com as idéias de importantes cientistas e teólogos. É impopular aceitar as palavras de um livro antigo, em vez das últimas idéias da ciência. Devemos dizer o seguinte aos que nos incentivam a abandonar a nossa fé na criação de Gênesis, em seis dias: Conta-me a história de Cristo e Sua salvação. Tem a ciência uma história que inclui Jesus e a salvação? Apenas a Bíblia mostra o caminho para a salvação e a base para este caminho.
As três mensagens angélicas revelam Jesus como Criador, Advogado no julgamento, e Redentor. É por isso que o relato da criação de Gênesis é tão importante. Gênesis apresenta o mais detalhado relato da criação do mundo encontrado na Bíblia. A história da criação é a base para a adoração a Deus, a razão de Sua autoridade no julgamento, e a questão controversa por trás da marca da besta. O registro da criação em Gênesis é um tema unificador das três mensagens angélicas.
Em virtude do significado da criação e do dilúvio para as três mensagens angélicas no final dos tempos, é sensato considerar a advertência de Pedro quanto aos escarnecedores nos últimos dias: “Tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus, pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios” (2 Pe 3:3-7).
De acordo com Pedro, os escarnecedores negarão tanto a criação como o dilúvio. Isto está acontecendo agora, não apenas no mundo, mas até mesmo dentro da igreja. As três mensagens angélicas devem ser proclamadas, até mesmo em tal atmosfera de cepticismo. Quando o mundo inteiro for alcançado, virá o fim. E então o Criador novamente exercerá Seu poder na criação, desta vez para restaurar o que foi perdido por causa do pecado. “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pe 3:13).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Evangelização: A Hora é Agora!


A evangelização requer urgência. Precisamos ganhar para Cristo a nossa geração nesta geração. Fracassar nesse quesito é falhar de forma irremediável. A igreja primitiva sem os recursos dos tempos modernos ganhou sua geração para Cristo. O segredo desse sucesso é que cada cristão era um portador de boas novas. A evangelização não era um programa, mas um estilo de vida.

A evangelização não era centrípeta, mas centrífuga, ou seja, eles não esperavam que os pecadores viessem a eles; eles iam aos pecadores. Os cristãos não se acomodavam no templo esperando que os pecadores os buscassem; eles iam lá fora onde os pecadores estavam para ganhá-los para Cristo. Eles não pescavam na banheira, eles lançavam suas redes onde havia abundantes cardumes.

Não podemos limitar o evangelismo aos cultos especiais que realizamos no templo. Muitos jamais entrarão no templo. Precisamos ir a eles, onde eles estão, nos logradouros, nas praças, nas universidades, nas escolas, nos escritórios, nos clubes, nos estádios, nas praias, nos hospitais.

Jesus nos ordena a ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, a cada criatura, em todo o mundo. Não cumpriremos essa agenda sem a mobilização de todos os crentes. Não alcançaremos vitória nessa empreitada sem usarmos todos os meios legítimos e todos os recursos disponíveis.

A igreja contemporânea está notoriamente acomodada. Hoje quase não saímos das quatro paredes. Estamos confortavelmente instalados em nossos templos. Reunimo-nos para edificarmo-nos a nós mesmos. Realizamos conferências para equiparmo-nos a nós mesmos. Frequentamos congressos para engordarmo-nos a nós mesmos. Lemos livros e mais livros para enriquecermo-nos a nós mesmos. Parece que quanto mais conhecimento adquirimos menos nos comprometemos com a causa do evangelho.

Temos uma larga visão do mundo, mas não enxergamos mais aqueles que perecem à nossa porta. Não buscamos mais a centésima ovelha perdida. Estamos satisfeitos com as noventa e nove que estão no aprisco. Não acendemos mais a candeia para procurar a moeda perdida. Estamos gastando todo o nosso tempo lustrando as moedas que temos. Não esperamos mais a volta do pródigo que se foi. Estamos contentes com o filho que ficou.

Precisamos imitar a Jesus, que veio buscar e salvar o perdido. Jesus entrou nos lares, nas sinagogas, no templo. Ele ensinou na praia e nos montes. Ele percorreu as estradas e andou por toda a parte. A religião cristã era a religião do caminho, do movimento, da ação. Precisamos, à semelhança de Jesus, ir lá fora, onde os pecadores estão. Eles estão desorientados como ovelhas sem pastor. As multidões estão exaustas e aflitas precisando de direção. O evangelho é a única resposta para o homem. Esse tesouro está em nossas mãos. Deus no-lo confiou. Não podemos retê-lo. Precisamos reparti-lo. O tempo urge. A hora é agora!

Precisamos gastar as solas dos nossos sapatos mais do que os assentos dos nossos bancos. Precisamos testemunhar tanto publicamente como também de casa em casa. Precisamos falar para grandes auditórios e também para pequenos grupos. A família, a escola e o trabalho devem ser nossos campos missionários. Onde houver uma vida sem Cristo, ali deveremos estar com a mensagem da salvação, pois a evangelização é uma missão imperativa, intransferível e impostergável.
Hernandez Dias Lopes